Jorge Torquato é pré-candidato a prefeito pelo PSOL em 2012

Empresário afirma Vladimir é hoje um “fantoche” na mão de deputados e município não se desenvolveu de verdade

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) está com o nome de Jorge Torquato como pré-candidato a prefeito nas eleições de 2012. A afirmação foi feita pelo próprio empresário e atual presidente da legenda em Divinópolis, ontem (10), em entrevista a Gazeta do Oeste. Torquato afirmou que hoje o PSOL é hoje a “única esquerda restante” na cidade e a mesma cresceu expressivamente no último ano, cerca de 400%. O pré-candidato afirma que a sigla está com o grupo fortalecido e pretende lançar chapa completa em 2012 e pontua que acha improvável - apesar de não descartar - uma composição com o bloco de oposição a reeleição de Vladimir (PSDB) - PT, PSB, PV, que já se articula nos bastidores.


Torquato, que já foi candidato a prefeito e a deputado federal, acredita que o PSOL pode disputar realmente a candidatura a prefeito de Divinópolis, visto que cresceu muitos nos últimos anos e hoje o atual gestor, Vladimir Azevedo, não está conseguindo dar a resposta para a população. “Os vários programas de governo, que foram colocados pelo governo atual, quase nada foi implementado. Divinópolis realmente não cresceu de verdade e está muito aquém do que deveria”, declarou.   


A respeito das novas filiações e pré-candidatos, Torquato afirmou que o partido teve 115 filiações nos últimos meses e está com muitos pré-candidatos “de peso” tanto para vereador como para vice-prefeito e prefeito, mas o consenso geral é para confirmação do seu nome (Jorge Torquato) ao Executivo. Questionado como foi essa preparação para o encerramento das filiações/desfiliações, que aconteceu no último dia 07, Torquato afirmou que o PSOL não teve o problema “de ter que correr atrás de novas filiações”, visto que está bem aceito na cidade e, além disso, não fez o que a maioria dos partidos fazem nesse período: “compraram filiações”.


Poderosos


Ele justifica a denúncia de compra de filiações afirmando que em Divinópolis é perceptível que os “poderosos” “manipulam e compram” até mesmo os pré-candidatos. “Eles fazem isso oferecendo vantagens, empregos, mordomias e outras coisas mais. O que acontece na grande maioria dos partidos hoje porque essa grande maioria faz parte da “capanga” do prefeito. Infelizmente isso mostra porque que a cidade não caminha”, declarou.
O empresário afirma que é preciso mudança em Divinópolis já que há mais de 30 anos existe essa prática: “toma lá da cá”, ou seja, a manipulação da administração pública. “Quando não é uma família ou um grupo dirigindo a cidade, é o outro grupo. Quando não é esse grupo, é o filho do deputado, é o neto do prefeito. Temos que trabalhar com muita responsabilidade para mudar esse cenário político de Divinópolis”, declarou. O empresário criticou que essa atual situação faz que a administração fique devendo para os cidadãos no quesito saúde, segurança pública, jovens a mercê da marginalidade devido à falta de emprego, transporte coletivo e falta de infra-estrutura.


Articulação


Questionado sobre o posicionamento do PSOL em relação aos dois blocos políticos, que já começam a se formar em Divinópolis: de um lado os apoiadores a reeleição do prefeito Vladimir e de outro o bloco de oposição formado pelo PT, PV, PSB, Torquato disse que nesse contexto de articulação, o PSOL é único partido em Divinópolis, que já tem a pré-candidatura basicamente definida. “Ninguém é candidato por enquanto só será candidato a partir da convenção, que acontece no ano que vem, mas a pré-candidatura Jorge Torquato ela existe e está colocada. Ou seja, as duas únicas pré-candidaturas colocadas são: a do PSDB com Vladimir e a do PSOL com Jorge Torquato”, declarou.


O empresário destacou que partido ainda não foi procurado pelo grupo político de oposição, mas frisou que é improvável o PSOL abrir mão da candidatura própria.  No entanto, ele não descartou dizendo a possibilidade, já que “naturalmente” as articulações políticas acontecem. “Pode ser sim, que façamos uma composição, mas o nosso primeiro compromisso é com o povo”, pontuou.


Críticas


Torquato disse que o PSOL está já se reunindo e elaborando o seu plano de governo com o objetivo de dar ao cidadão divinopolitano uma “direção bem definida”, o que segundo ele não tem sido feito nos últimos 30 anos.  O empresário classificou a atuação de Vladimir Azevedo afirmando que o prefeito é um “fantoche” na mão de determinados deputados e a cidade não avançou em quase nada no cenário nacional. “Ele faz um governo atendendo os anseios de deputados. (...) Posso até pontuar é o deputado do pedágio, que foi prefeito de Divinópolis”, declarou. Torquato citou como exemplo a cidade de Sete Lagoas, que conseguiu grandes empresas como a Caterpillar, Elma Chips, Sada, Iveco, nos últimos anos e Divinópolis não conseguem ter esse desempenho.


O pré-candidato levantou vários problemas na atual administração a exemplo: a área da saúde, o trânsito caótico, a falta acesso ao Centro Industrial, a não duplicação da MG-050, o inchaço na folha de pagamento da Prefeitura, a necessidade de revisão dos contratos de licitação do lixo, transporte coletivo, água e esgoto sanitário, entre outros problemas. 

 

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