terça-feira, 28 de Agosto de 2012 09:40h Gazeta do Oeste

Lacerda volta a criticar insuficiência de recursos do governo federal para BH

A paternidade das obras com recursos do governo federal em Belo Horizonte voltou ao debate da campanha eleitoral. O prefeito Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, rebateu ontem as críticas do adversário Patrus Ananias (PT) de que mais de 70% das obras realizadas em Belo Horizonte são com recursos do governo federal. Segundo Lacerda há muita desinformação sobre a relação da cidade com Brasília. “Vou dar um exemplo para vocês que é o mais conhecido. O PAC da Copa, que tem as obras do BRT, a Via 210 (Minério), a Via 710 (Andradas/Cristiano Machado), o Boulevard Arrudas, custa R$ 1,5 bilhão. Deste, R$ 1 bilhão é financiamento, empréstimo do governo federal. Nem um centavo é repasse gratuito”, afirmou Lacerda. O prefeito disse ainda que os outros R$ 500 milhões são repasses do governo do estado e recursos da própria Prefeitura de Belo Horizonte. “No PAC da Copa não há nenhum repasse do governo federal”, reafirmou o socialista.

 

 

Lacerda também criticou, em ato de campanha no Barreiro, a política habitacional do governo federal, mais especificamente o programa Minha casa, minha vida, que segundo ele, precisa ser revisto. “Fechamos contrato. A prefeitura está colocando entre R$ 8 mil e R$ 15 mil adiantados na Caixa para bancar o projeto. O preço definido para Belo Horizonte é mais baixo do que o do Rio de Janeiro e do de São Paulo. É absolutamente inviável. É preciso aumentar o valor”, afirmou.

 

A crítica de Lacerda se deu ao ser questionado por que a prefeitura executou apenas 7,5 mil das 10 mil casas do programa de habitação prometidas em sua campanha em 2008. “O nosso compromisso em 2008 foi entregar 10 mil habitações até o fim de 2012. Vamos entregar cerca de 7,5 mil”, disse, afirmando que o planejamento da PBH prevê, em 2013 e em 2014, 9,5 mil casas e, em 2015 e 2016, 15,5 mil. “Isso sem nenhuma promessa vazia, não estamos fazendo demagogia nem promessa eleitoreira. É baseado em estudo, planejamento e mudanças na legislação urbanística”, acrescentou.

 

 

Integrantes da ocupação Eliana Silva, no Barreiro, que pertencem ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLBV), aproveitaram a presença de Lacerda para fazer um protesto silencioso contra a política habitacional do governo municipal. Eles estenderam faixas e pleitearam casas “para os pobres” da cidade. “Queremos conversar com o prefeito. Ele prometeu 10 mil moradias do Minha casa, minha vida e só construiu 500”, afirmou Leonardo Zegarra, um dos líderes do movimento.

 

Lacerda anunciou para os próximos dias o início das sondagens geológicas para alimentar o projeto executivo da Linha 2 do metrô, Calafate-Barreiro. “Já temos contrato da sondagem, da topografia e vamos iniciar também na Afonso Pena a sondagem para a linha subterrânea Savassi-Lagoinha”, disse.

 

 

LULA Depois de ter declarado no fim de semana que iria rezar para chover na sexta-feira, data em que Lula estará na cidade em comício ao lado do adversário Patrus Ananias (PT), Lacerda baixou o tom. “O presidente Lula é uma instituição nacional respeitada e admirada por todos, inclusive por mim”, disse. “Será sempre bem-vindo a Belo Horizonte. Como foi quando esteve aqui em 2006 fazendo campanha, como esteve em 2010 fazendo campanha. Esteve em 2011 apoiando a nossa aliança, Marcio candidato a prefeito e PT a vice. Se voltar depois das eleições estarei lá como prefeito no aeroporto para recebê-lo com todas as honras”, acrescentou. 

 

 

 

 

 

 

 

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