segunda-feira, 27 de Agosto de 2012 09:37h Gazeta do Oeste

Lula nega existência do mensalão ao New York Times

Na entrevista, o petista disse acreditar que "o mensalão nunca existiu" e argumentou que seu governo não precisaria comprar votos em troca de apoio

O jornal americano "The New York Times" publicou na edição impressa deste domingo (26) uma reportagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o título "Ex-presidente brasileiro volta à linha de frente". Na entrevista, o petista disse acreditar que "o mensalão nunca existiu" e argumentou que seu governo não precisaria comprar votos em troca de apoio porque possuía maioria parlamentar no Congresso. Ele concluiu o assunto espinhoso afirmando que respeitará a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

 

 

— Caso alguém seja culpado, deverá ser punido e se alguém for inocente, deverá ser absolvido.

 

O texto comenta sobre a polêmica envolvendo o ministro do STF Gilmar Mendes, que diz ter sido pressionado por Lula para adiar a votação do julgamento. A publicação americana destaca também que as denúncias de corrupção surgiram em 2005, mas que só agora estão sendo julgadas e interpretou a demora de sete anos como "reflexo do ritmo lento da Justiça brasileira". O escândalo é descrito como um dos momentos mais graves enfrentado pelo PT, cita o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu nominalmente e traduz a palavra "mensalão" como "um grande subsídio mensal" para a compra de votos.

 

O tratamento do câncer na garganta e as sucessivas sessões de radioterapia que deixaram o brasileiro sem sua barba-símbolo deram o tom da abertura do texto em versão online do jornal, que explicou que após o diagnóstico médico de regressão do tumor, Lula engajou-se nas eleições municipais.

 

 

Realizada em São Paulo, a entrevista tratou ainda da sucessão presidencial de 2014. Lula respondeu que a presidente Dilma Rousseff é sua candidata, descartando a possibilidade de que ele próprio concorra ao Palácio do Planalto na próxima disputa. Mas, relatou o jornal, no páreo de 2018, quando ele tiver 72 anos, a conversa pode ser outra já que "seu gosto pelo jogo político permanece inalterado".

 

— Política é minha paixão. Não é tarefa fácil saber como agir no papel de ex-presidente.

 

 

O ex-presidente ainda comentou a situação da Europa com jornalista estrangeiro Simon Romero.

 

— Eu sei que a Europa não gosta quando oferecemos nossa opinião sobre a crise deles. Mas quando a crise é no Brasil eles sempre têm algo a dizer.

 

 

A trajetória de migrante e ex-torneiro mecânico é descrita em detalhes. Assim como sua atuação na Presidência de um País que viveu um bom momento financeiro com crescimento expressivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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