quarta-feira, 24 de Outubro de 2012 10:49h Carla Mariela

Mães e educadoras protestam contra a retirada dos monitores das Vans Escolares do Município

A reunião ordinária que ocorreu ontem, às 14hs, na Câmara Municipal, foi um encontro de reivindicação por parte das mães e dos educadores que estavam presentes no plenário, uma vez que estavam ali para reclamarem sobre a informação que chegou até a eles, de que a prefeitura vai cancelar o convênio com os monitores das vans, deixando os pais preocupados e se perguntando como seus filhos irão para a escola sem acompanhamento de pessoas que colaboram com os motoristas em relação às crianças no momento em que o motorista está dirigindo.

 


Gleicimeire da Conceição Pereira, que trabalha com telemarketing, explicou que ela iria falar com a Gazeta do Oeste, representando todas as mães que estavam no plenário para explicar com mais detalhes por qual motivo que elas estavam na Câmara. “Nossos filhos estudam em Escolas Municipais e ficamos sabendo que retiraram os monitores das escolas, sendo que tem crianças menores de quatro anos nas vans, nos ônibus. Como que um motorista vai andar em um ônibus com mais de 40 crianças sem os monitores, com mochilas, crianças que às vezes não conseguem colocar o seu próprio cinto de segurança. Sem os monitores, o motorista terá que parar o ônibus, chegou ao ponto de parada ele terá que descer da van para retirar a criança da van, uma por uma”, relatou.

 


Gleicimeire acrescentou que as próprias monitoras avisaram para os pais que a partir dessa semana as vans já não iriam circular com os monitores.

 


Vera Lúcia de Sousa Santos, que também estava na Câmara, destacou que o bairro Cacôco precisa de dois monitores no momento de levar as crianças para as escolas, uma para pegar e uma para retirar as crianças da van. “É preciso dos monitores, para tirar o cinto das crianças, às vezes uma criança morde na outra. Na volta são duas viagens, uma 4hs30 e uma 5hs. Eu ouvi falar que vai haver o corte de uma dessas viagens, se o ônibus tem 45 lugares, na volta vai aumentar o número de crianças. E se ele colocar mais de 45 crianças como que elas vão usar o cinto de segurança se já são contados? A estrada está péssima, é buraco de um lado e buraco de outro. A última chuva que teve em setembro o ônibus do Cacôco não foi até o ponto final, por causa dessa estrada de chão. Já insisti, já briguei e até agora não foi feito nada”, ressaltou.

 


Em pronunciamento, o vereador Adair Otaviano (PMDB), lembrou de um fato parecido que ocorreu em 2010 e defendeu as mães que estavam no plenário. “Quero dizer que em 2010, vereadores devem lembrar, que nós tivemos problemas no bairro Jardim das Acácias, que foi o fechamento de um Cmei. Uma comissão que foi criada trabalhou no sentido de não deixar o Cmei ser fechado, mas parece que a vontade de fechar a escolar foi tão grande que nós não tivemos êxito.

 

Depois de quase dois anos, nós ficamos envergonhados do poder público, pois os moradores precisam ter serviços de qualidade, principalmente, quando se trata de crianças. Tem praticamente 26 pais do bairro Jardim das Acácias aqui, chateados, pedindo o nosso apoio, porque estão sendo dispensados os monitores. Como que serão feitos esses transportes? Os pais vieram até a Câmara para mobilizar a secretaria de Educação, pois como que vai ficar esse transporte sem monitores. Eu vou ficar do lado dessas pessoas que estão aqui, nós temos que trabalhar a favor do cidadão”, defendeu os pais.

 


Edson Sousa (PSB), também pronunciou sobre o assunto. “Está havendo o cancelamento do convênio com os monitores e, consequentemente, com as crianças. Olha esse povo que está aqui na Casa para reivindicar sobre essa questão, recebemos hoje um ofício que nos dá muita tristeza, onde a prefeitura está cancelando o termo de convênio 01/2012 com o ADAP (Aliança Divinopolitana de Assistência e Promoção). É um convênio que seriam 10 parcelas de R$18 mil e 200 reais. Estão cancelando as cinco parcelas que faltam. Ver agora centenas de pais aqui preocupados com a segurança dessas crianças”, disse.

 


Heloísa Cerri (PV), em seu pronunciamento disse que esse fato é antigo.

 


O vice-presidente da Casa Legislativa, Edmar Rodrigues (PSD), finalizou dizendo que fica preocupado com essa ausência dos monitores. “Como se coloca uma criança de cinco anos na van sem um monitor? Essa é uma questão muito séria, e o presidente Anderson Saleme deveria ser comunicado para expor essa situação para a secretaria de Educação. Peço que o vereador Adair Otaviano, faça um oficio para explicar melhor essa situação”, encerrou.

 


A reportagem entrou em contato com Eliana Cançado Ferreira, na Secretaria de Educação, mas ela estava participando de uma reunião com diretores e não pode atender.

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