segunda-feira, 7 de Outubro de 2013 05:32h Atualizado em 16 de Outubro de 2013 às 10:03h. Carla Mariela

Medidas da Prefeitura referente ao restaurante popular causam opiniões divergentes por parte de vereador

Após o anúncio do prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), em coletiva de imprensa, sobre o aumento no valor da refeição do restaurante popular em Divinópolis para R$5 para os 90% dos usuários; o vereador Edimilson Andrade (PT), afirmou que a partir do dia 15 d

Após o anúncio do prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), em coletiva de imprensa, sobre o aumento no valor da refeição do restaurante popular em Divinópolis para R$5 para os 90% dos usuários; o vereador Edimilson Andrade (PT), afirmou que a partir do dia 15 de outubro, com esta atitude, as refeições neste restaurante vão reduzir de 1.700 para no máximo 400 refeições e isso vai causar transtorno à cidade.
Para Andrade, a ação da administração municipal, vai fazer com que em breve haja o fechamento do restaurante popular. Ele explicou que provavelmente este fato vai ocorrer porque na sua concepção, empresa nenhuma vai querer prestar serviço para o restaurante, uma vez que quando for o momento de fazer a licitação, quando vier a tona que as refeições serão aproximadamente 400, não vão querer mais fazer parte da licitação.
O vereador disse que o atrativo para a empresa pegar o serviço do restaurante popular era justamente o fornecimento de 1.700 refeições diariamente. “Com o preço de R$ 5 não vai ter pessoas frequentando o restaurante, até porque hoje o cidadão pode encontrar restaurante aqui em Divinópolis com alimentação no valor de R$2,99. Agora quando se tem um restaurante popular na cidade que oferece uma comida de qualidade, o cidadão está economizando futuramente, principalmente com prevenção de doenças. Muitas pessoas usam o restaurante popular para equilibrar a questão da pressão alta, da glicose, do colesterol. Muitas pessoas vão ali não é para somente alimentar, vão ali também visando a sua saúde”, enfatizou.
A medida vinda do chefe do Executivo, conforme Andrade afeta também o aposentado que ganha mais do que um salário. Para o parlamentar é preciso considerar que este aposentado pode ter, por exemplo, três ou quatro filhos que ainda more com este e que possivelmente tem despesas em casa; e com a atitude do gestor o aposentado que ganha mais de um salário acaba ficando fora desse cadastro. Ele complementou que os próprios 77 moradores de rua que tem em Divinópolis e que poderiam pegar marmitex, também ficam fora deste cadastro, pelo fato dos familiares ultrapassarem a renda para a realização do registro.
Baseada nas informações do vereador é necessária fazer a descentralização da cozinha, uma vez que se montarem várias cozinhas, vários refeitórios nos bairros, mantendo a cozinha no centro, com isso haverá uma população de 2.000 pessoas que realmente estão inseridas no programa bolsa família recebendo estas refeições. ”Hoje tem pessoas que estão almoçando ali e não necessitam, mas elas pagam impostos também. Além disso, ainda estão contribuindo para aumentar o número de pessoas, o que consequentemente irá atrair empresas para fazer serviço para o restaurante popular, porque, uma vez que baixe o número para aproximadamente 400 refeições pode ter certeza que empresa nenhuma vai aparecer e com isso vai ocorrer o fechamento do restaurante popular”, frisou.
Ao tomar conhecimento de que restaurantes de Belo Horizonte fornecem as refeições no valor de R$2,00; o vereador assegurou que já está fazendo um trabalho de levantamento, uma vez que esta implica em uma questão até orçamentária.
Notícia dada pelo prefeito sobre o aumento das refeições no Restaurante Popular para os 90% dos usuários
A medida tomada referente ao restaurante popular é realista conforme o prefeito. Segundo ele, para apresentar as ações relacionadas ao restaurante, houve a consideração de que o restaurante foi construído pelo governo federal através do programa Fome Zero, mas que ao longo dos anos deixou de atender seu principal objetivo de cunho social.
Considerou-se também que atualmente cerca de 33.000 refeições são servidas mensalmente no restaurante popular, sendo que apenas 10% atendem ao perfil social de aposentados, beneficiados da prestação continuada do bolsa família. Para o gestor, tem várias cidades que chegaram ao extremo de fechar restaurantes populares, várias em Minas Gerais, inclusive.  “Esta é um política que o governo federal já não desenvolve mais. No próprio site de desenvolvimento social não se encontra mais novos restaurantes populares e este tipo de edital aberto, não há qualquer compartilhamento de custeio do governo federal com essa política fome zero, ninguém fala neste assunto. Várias cidades já tomaram medidas mais extremas e o que nós estamos fazendo em Divinópolis é uma dose necessária em que nós garantimos o atendimento às pessoas que precisam do restaurante popular como fonte de alimentação. Nós temos o cliente preferencial que vai continuar pagando um real, que são aqueles que são do bolsa família, que recebe benefício de prestação continuada, o BPC do INSS, e os aposentados de um salário mínimo. Este público hoje representa 10% do atendimento do restaurante popular. Os outros 90% são pessoas que tem condições de pagar”, havia informado.

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