quinta-feira, 18 de Abril de 2013 12:01h Carla Mariela

Membros do Sintram vão se reunir no próximo mês com equipe de governo

Apesar da administração municipal estar impossibilitada de conceder reajuste superior aos 6,1978%, representantes do sindicato participarão de um novo encontro

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintram), por meio da convocação feita pelo órgão, realizou algumas Assembleias Gerais, para debaterem junto com servidores municipais sobre as reivindicações referentes à campanha salarial de 2013. Dentre as reclamações por parte do sindicato para o Poder Executivo estava o rejuste salarial de 11% a vigorar a partir do dia 1º de Janeiro deste ano. No dia 26 de dezembro de 2012, a administração municipal argumentou que primeiro precisava compor a equipe de governo para depois analisar a pauta de reivindicações apresentadas pelos servidores. Após a reunião do dia 09 de abril, o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), encaminhou um ofício ao sindicato apresentando sua resposta.
No documento, o prefeito aborda que no momento em razão das condições econômicas apresentadas no país e no estado e que tem refletido nos municípios, a administração municipal de Divinópolis está impossibilitada de conceder reajuste superior aos 6,1978%, já efetivados na revisão geral anual mês de março do corrente ano. Ele lembrou ainda os 9% efetivados em Janeiro à adequação do piso, impondo em um impacto na ordem de mais de R$1.059.317,92 na folha de seus encargos decorrentes.
De acordo com Vladimir Azevedo, cabe salientar que este ano está havendo uma consolidação às conquistas do PCCS da educação, sonho antigo da categoria que foi viabilizado. Ele reafirmou que o seu governo pretende manter-se sempre aberto ao diálogo em uma mesa permanente de negociação conforme acordo com a diretoria do Sintram, visando ampliar as políticas de recursos humanos e a melhoria do serviço público municipal.
Diante do ofício encaminhado para o sindicato por Vladimir Azevedo, após reunião do dia 09 de abril, a diretora Ivanete Ferreira, ressaltou que uma outra data para novos debates já foi estipulada. Segundo ela, no dia 07 de maio ficou resolvido por meio do secretário de planejamento, Paulo Adriano, que a equipe de governo vai se sentar com membros indicados pelo sindicato da comissão de negociação para elaborar o funcionamento da mesa de negociação permanente que conforme Ivanete Ferreira, o sindicato pretende que seja pelo menos três mesas setoriais, porque uma mesa só não dá para discutir tudo aquilo que se tem para debater.
Ainda de acordo com Ivanete Ferreira, neste ano de 2013, o sindicato ainda não tem dados para trabalhar sobre as margens que podem possibilitar o reajuste. Os dados que o Sintram estão se baseando vem do relatório de gestão fiscal que normalmente fecha a cada quadrimestre. “Nos anos anteriores do governo Vladimir Azevedo, com os dados que nós pegamos do relatório de gestão fiscal e os quais trabalhamos com a assessoria do Dieese, ficou claramente exposto que principalmente nos anos de 2009, 2010 e 2012 houve uma margem boa para que o prefeito nos desse um reajuste. Em 2011 esta margem já não estava tão boa, segundo os dados do relatório fiscal. Não tenho outros dados, porém são estes dados do relatório que estamos nos baseando”, disse.
Segundo Ivanete Ferreira, no dia 07 de maio os membros do sindicato levarão números para reforçar o debate quanto ao aumento do ticket, fomentar também à discussão sobre o reajuste dos 11%, uma vez que a diretora do sindicato acredita que assim como o sindicato vai apresentar dados, ela gostaria que a equipe de governo mostrasse os motivos do não atendimento ao aumento do reajuste e das solicitações das reivindicações, também por meio de dados. “Das outras vezes em 2009, 2010, 2012 falava-se que não tinha condições e a tabela que inclusive está no nosso informativo de hoje mostra que havia sim a margem. Neste encontro do dia 07 de maio também será debatido o PCCS, questões como a terceirização e outros assuntos que estão em nossa pauta de reivindicações”, destacou.
Ivanete Ferreira concluiu que a mesa de negociação é uma mesa permanente, onde o sindicato acredita que este é um passo grande, uma vez que todas as questões poderão ser discutidas. “Isso não quer dizer que não vai haver movimento, pelo contrário, paralelamente a categoria está pressionando para que tenhamos alguma solução e a reunião do dia 07 de maio servirá para traçarmos formas de agir bem como as devidas soluções”, concluiu.

 

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