segunda-feira, 29 de Outubro de 2012 03:36h Gazeta do Oeste

Mensalão não consegue derrubar eleição de Haddad em São Paulo

Com 3.387.720 votos (55,57% dos votos válidos), o petista Fernando Haddad venceu a eleição em São Paulo, impondo uma derrota histórica ao PSDB de José Serra, que teve 2.708.768 (44,43%).

O desgaste do julgamento do mensalão envolvendo ex-grandes nomes do PT não foi suficiente para atrapalhar a maior conquista do partido nas eleições municipais de 2012. Com 3.387.720 votos (55,57% dos votos válidos), o petista Fernando Haddad venceu a eleição em São Paulo, impondo uma derrota histórica ao PSDB de José Serra, que teve 2.708.768 (44,43%). Ex-ministro da Educação, mestre em economia e doutor em filosofia, aos 49 anos, o afilhado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro discurso como prefeito eleito, o principal agradecimento foi para o padrinho, que se empenhou pessoalmente para superar os tucanos.

 

Com o resultado definido, Serrra desejou boa sorte ao prefeito eleito, após uma campanha marcada pela baixaria em sua reta final. Do prefeito Gilberto Kassab (PSD), escudeiro da campanha tucana, Haddad recebeu a garantia de uma transição de alto nível. Lula e Dilma não estavam ao lado de Haddad na comemoração na Avenida Paulista, no Centro da cidade. No primeiro pronunciamento como novo prefeito de São Paulo, o petista disse esperar recursos e cooperação da presidente para a sua gestão. Por 13 minutos, em discurso lido ao lado da mulher e dos filhos, Haddad reconheceu que só Lula poderia viabilizar sua candidatura. Na verdade, disse que sem ele seria “impossível” vencer.

 

“Eu agradeço ao presidente Lula do fundo do meu coração pela confiança, orientação e apoio, sem os quais seria impossível lograr êxito na eleição”, afirmou. Depois, em cima do trio elétrico na Avenida Paulista, para cerca de 500 pessoas, o prefeito eleito fez questão de mencionar, com ironia, a pecha de “poste” de Lula, que carregou durante toda a campanha, uma vez que jamais concorrera em eleições antes da disputa na capital paulista. “Vocês sabem que sou o segundo poste de Lula? Tem algum candidato a poste aqui?”, questionou Haddad, lembrando indiretamente que Dilma também recebera o mesmo apelido nas eleições de 2010.

 

Quem também comemorou a vitória do PT foi um dos mais ferrenhos adversários históricos da legenda em São Paulo: o deputado Paulo Maluf (PP), hoje aliado, abraçado por Lula e que não faz cerimônia para valorizar o passe, agora, de olho em espaço no governo de Haddad. “Nós estamos muito felizes com a vitória”, disse o dirigente do PP, que, batendo palmas, deu parabéns a Haddad e chegou a entoar um dos slogans usados nas campanhas de Lula à Presidência: “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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