quinta-feira, 23 de Agosto de 2012 14:23h Gazeta do Oeste

Metas do Plano Plurianual de Ação Governamental são levadas à Assembleia

O início do período de audiências públicas de monitoramento do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2012-2015, exercício de 2012, foi marcado pela apresentação da secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, que falou sobre “Planejamento Regional, Desenvolvimento e Integração Regional tornando Minas mais Gerais”, na última terça-feira (21), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 


Renata Vilhena afirmou que as crises econômicas exigem, muitas vezes, que haja uma correção nos rumos do que é previamente planejado, destacando que Minas Gerais é o único estado que faz revisão anual do PPAG. A secretária destacou três fatores estruturadores que impactam o desenvolvimento regional: crescimento demográfico, necessidade de erradicação da pobreza e concentração da população nas áreas urbanas com grande acesso à internet.

 


Segundo ela, a projeção para 2030 é de estabilização da população na faixa etária produtiva, que traz mais desenvolvimento, mas apontando para 2050 para um contingente em idade que vai exigir mais investimento em serviços de saúde. Erradicar a pobreza extrema e as desigualdades regionais demanda aplicação de recursos em moradia, educação, saúde e lazer. Recursos que Renata Vilhena classifica “como investimentos e não como gastos.”

 


E como terceiro fator que vai impactar no desenvolvimento regional, a secretária acentuou a concentração de habitantes nas áreas urbanas, que segundo projeção deve ser de cerca de 80% em 2050.

 

 

Desconcentração

 


Renata Vilhena destacou que o Governo de Minas tem feito esforços com a execução de programas que visam a diversificação da economia e a desconcentração do Produto Interno Bruto (PIB). ”Hoje, a região Central do Estado detém menos de 50% do PIB mineiro, o que mostra o acerto dos programas realizados.”

 

Ela citou como exemplo, a redução da mortalidade infantil em várias regiões, índice que alcançou queda de 35% na Zona da Mata mineira. Outro destaque é a grande concentração de investimentos realizados nos anos de 2009-2011 nas regiões Norte, Mucuri e Jequitinhonha, com expressiva melhoria nos indicadores sociais.

 


A secretária, no entanto, reforça que temos que avançar mais, melhorar o PIB per capita. E citou a 3ª geração do Choque de Gestão- Gestão para a Cidadania, que traz a participação da sociedade civil para dentro do governo, ao eleger as prioridades sociais e econômicas de suas regiões como ponto de partida para futuros programas.

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