terça-feira, 21 de Outubro de 2014 10:00h Atualizado em 21 de Outubro de 2014 às 10:04h. Ascom - Ministério do Esporte

Ministro do Esporte discute com procurador-geral de SP medidas de combate à violência de torcedores

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu prosseguimento nesta segunda-feira (20.10)

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu prosseguimento nesta segunda-feira (20.10), em São Paulo, a uma série de reuniões em que autoridades governamentais, da Justiça, da segurança pública e do futebol vêm discutindo medidas de combate à violência de torcedores. Uma semana após encontro com o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, o ministro foi recebido pelo procurador-geral do Ministério Público estadual, Márcio Elias Rosa. Em pauta, o fortalecimento do Juizado do Torcedor e a parceria dos setores envolvidos com a organização do futebol para evitar a atuação de criminosos infiltrados nas torcidas organizadas.

Ainda sob o impacto do confronto de domingo (19.10), na rodovia Anchieta, antes do jogo Palmeiras x Santos, que envolveu mais de 100 pessoas e causou a morte de um torcedor, as autoridades discutiram, na sede do Ministério Público de São Paulo, medidas como a criação nos estados de delegacias especiais do torcedor e de promotorias também especializadas. “O Estatuto do Torcedor já prevê punições e banimento dos estádios dos torcedores violentos e precisa ser cumprido. A prevenção e a repressão à violência no futebol passa, necessariamente, pelo combate à impunidade”, afirmou Aldo Rebelo.

O procurador-geral Márcio Elias Rosa defendeu uma maior integração das áreas envolvidas com a segurança do futebol como forma de tornar mais célere e eficaz o trabalho. Já o promotor Paulo Castilho lembrou a urgência de se impedir que torcedores com histórico de violência se aproximem dos estádios. Ele citou como bom exemplo a adoção de tornozeleiras eletrônicas nos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.

Representantes das polícias Civil e Militar e da Federação Paulista, presentes à reunião, destacaram a necessidade de nacionalizar o debate, adotar medidas unificadas e amplificar planos de segurança em dias de jogos, já que a violência, como demonstrou o confronto do último domingo, atinge áreas distantes do estádio.

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