quarta-feira, 14 de Outubro de 2015 13:59h

Ministro Miguel Rossetto manifesta apoio à bandeira de lutas agricultores familiares

Durante Congresso Nacional do MPA, ministro do Trabalho e Previdência Social enfatiza protagonismo dos movimentos populares na conquista de direitos

“Caminhamos na construção de um país mais justo, de um país mais soberano e mais igual. Queremos a grande riqueza, a terra e o conhecimento, distribuídos entre todos. Queremos o meio ambiente respeitado e por isso, acerta o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), quando aponta para a agroecologia, a associação, a produção solidária e a soberania alimentar como direito”. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), pelo ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, em apoio às bandeiras da agricultura familiar.

O ministro falou para um público de aproximadamente quatro mil agricultoras e agricultores, reunidos em São Bernardo do Campo (SP) no 1º Congresso Nacional do MPA. Ao valorizar o papel da agricultura familiar, Rossetto destacou que o MPA lidera o debate a respeito de temas importantes para o Brasil. “É por ai que nós temos que caminhar. Para uma produção solidária que reparte o resultado do seu trabalho, que defende alimento de qualidade, para o povo brasileiro. Por isso estamos aqui para reafirmar nosso compromisso de seguir caminhando abraçados”, destacou.

Miguel Rossetto enfatizou o protagonismo dos movimentos sociais nos avanços conquistados pelo país nos últimos anos, observando que o propósito é o de avançar ainda mais. “Quando alguns no país teimam em não aceitar a democracia e a vontade popular, quando as elites, que jamais aceitaram conviver com a alegria do nosso povo, teimam em armar golpes, a nossa resposta é uma só, mais direitos sociais, mais conquistas para o povo brasileiro”, disse.

Segundo Valter Israel da Silva, da coordenação nacional do MPA, a agricultura representa cinco milhões de famílias, que vivem no campo ou em vilas rurais e são responsáveis por 70% da produção de alimentos. “Quase 40 por cento do Produto Interno Bruto, gerado pela agricultura, tem origem na agricultura campesina, que ocupa apenas 24% das terras, mas tem grande relevância do ponto de vista econômico, social e ambiental”, ressaltou.

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