sábado, 25 de Julho de 2015 06:38h Atualizado em 25 de Julho de 2015 às 06:39h. Jotha Lee

Números do primeiro bimestre não indicam recuperação financeira do município

Arrecadação tem ligeiro crescimento acompanhado de aumento das despesas

A Prefeitura divulgou ontem no Diário Oficial dos Municípios o demonstrativo primário de receita e despesa relativo aos dois primeiros meses do ano. Os números não são animadores, porém mostram uma ligeira estabilidade financeira na Prefeitura, embora não haja dinheiro sobrando. A arrecadação melhorou, mas está muito longe do ideal, já que as despesas também cresceram.
Nos seis primeiros meses de 2015 a arrecadação total da Prefeitura atingiu a R$ 237,3 milhões, contra R$ 225,7 milhões no mesmo período do ano passado. Foram R$ 11,6 milhões a mais arrecadados este ano, o que é significativo para o caixa do município e supera até a expectativa da equipe econômica da Prefeitura. Entretanto, no entendimento de técnicos do município, o equilíbrio financeiro somente poderá ser avaliado no final do ano, quando serão compradas receitas e despesas.
Um dado positivo, segundo mostra o relatório, foi o crescimento da arrecadação em impostos e taxas. Se no ano passado, no mesmo período, entraram R$ 50,2 milhões para os cofres do município em tributos, em 2015 houve um acréscimo de R$ 3,8 milhões, com a arrecadação tributária chegando a R$ 54 milhões.  Em janeiro e março, somente em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) o município arrecadou R$ 16,9 milhões contra R$ 15 milhões no ano passado.
Um dos principais fatores que derrubou a arrecadação dos municípios, especialmente no ano passado, foi a redução nos repasses dos governos federal e estadual. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que juntos formam o maior bolo de recursos provenientes das transferências intergovernamentais, continuam em baixa. Até junho, o município recebeu R$ 38,9 milhões de repasses do FPM, contra pouco mais de R$ 37 milhões no ano passado no mesmo período. Com o ICMS, o município faturou R$ 40 milhões de janeiro a junho, contra R$ 39,5 milhões do ano passado.

 

DESPESAS
Se por um lado a arrecadação se manteve estável, com ligeira elevação, por outro, as despesas também tiveram o mesmo desempenho. Nos dois primeiros meses do ano, as despesas correntes atingiram a R$ 275,4 milhões, contra R$ 247,8 milhões no mesmo período de 2014. O crescimento das despesas atingiu a R$ 27,6 milhões, 11,13% a mais que no ano passado. Já a arrecadação no mesmo período cresceu apenas 5,13%.
De acordo com o secretário de Governo, Honor Caldas de Faria, o gasto do município com a folha de pagamento é o que mais pesa no orçamento da Prefeitura e isso ficou comprovado pelos números oficiais publicados ontem. Os gastos com pessoal, incluindo as obrigações trabalhistas, atingiram R$ 120,3 milhões nos seis primeiros meses de 2015, contra R$ 111,8 milhões no ano passado. Com R$ 8,5 milhões a mais em relação a 2014, os gastos com pessoal no município cresceram até agora 7,6%.

 

Crédito: Jotha Lee

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