quarta-feira, 24 de Abril de 2013 05:10h Silvio França/Sistema MPA

O desabafo do ex-prefeito: Demétrius

"Não quero fazer crítica velada a atual administração, mas se eu fosse prefeito já teria resolvido o problema dos estagiários”, desabafou.

Diante da dificuldade que a Universidade Federal São João Del Rei vem vivenciando em firmar convênios para aulas práticas dos estudantes para estágios em órgãos públicos de Divinópolis, a diretoria da UFSJ enviou ontem (23) a secretaria municipal de Saúde (Semusa) um documento pontuando as demandas dos alunos da instituição.


Em contrapartida a todas as polêmicas envolvendo a universidade, o ex-prefeito Demetrius Arantes Pereira que na época efetivou junto do governo federal a instalação da unidade no município, avaliou que a revolução do país deve ser feita através da educação, porém o fato de Divinópolis ter uma universidade com cursos voltados para área da saúde como: medicina, enfermagem, bioquímica e farmácia, já deveria ser considerada a obra mais importante da história da cidade. “O fato de nosso município estar entre as pouco mais de 30 universidades federais do Brasil dentre os mais de 5,5 mil municípios, já é algo que torna a UFSJ um marco para a cidade. E como todos já sabem uma universidade federal não tem como princípio gerar dinheiro. E na época entre escolher uma indústria ou uma universidade, evidentemente que minha opção foi pela universidade que hoje conta com mais de 2,5 mil alunos, 145 professores, mais de 50 técnicos dos quais 40% dos alunos são estudantes divinopolitanos. O objetivo da universidade foi alcançado”, disse Demetrius.


Já com relação as críticas que tem surgido sobre a UFSJ, Demetrius Pereira acredita esta sendo deturpado por pessoas que não reconhecem a importância da instituição. O ex-prefeito se irrita ao saber que existem pessoas dizendo que na UFSJ não tem alunos de Divinópolis, “quem está falando isto, é porque não procurou saber e no mínimo não deve nem saber onde fica a universidade. Já foram disponibilizados R$ 3 milhões para investir em expansão, mas ao invés desta quantia ser investida adequadamente na construção, terá que ser destinada a desapropriações, isto, pelo simples fato da prefeitura não ter interesse em ajudar na desapropriação dos terrenos. Não quero fazer crítica velada a atual administração, mas se eu fosse prefeito já teria resolvido o problema dos estagiários”, desabafou.

 

CONTRAPARTIDA
Em se tratando de contrapartida do município para manter o bom funcionamento da universidade, Demestrius Pereira lembrou que no último dia 2 do mês de abril a universidade completou cinco anos de sua instalação, e em janeiro de 2014 estará formando a primeira turma de medicina a qual o ex-prefeito será o paraninfo dos jovens graduados. No entanto, conforme foi acordado com o presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva, Pereira se comprometeu à desapropriar o prédio, sendo possível a parceria com o Governo Federal para a instalação da unidade. “O compromisso da prefeitura era de doar o prédio e assim fizemos. E em parceria com mais 25 empresários conseguimos dar o ponta pé inicial nas obras. Então neste momento, é tão pequeno discutir quanto se paga para um estagiário desempenhar suas atividades em meio a grandiosidade da universidade. Mas de toda forma analiticamente dizendo, quem cuida dos estagiários de Itaúna é o próprio município, assim como quem cuida dos estagiários de Divinópolis é a prefeitura de Divinópolis. Então se eu fosse o prefeito cobriria esta despesa”, salientou.

 

CUSTOS
Os recursos são uma questão de prioridade, e o caso da UFSJ é de uma universidade pujante que possa exportar brilhantes profissionais atendendo, postos de saúde, UPA’s e no próprio hospital regional como médicos. Contudo, uma das críticas provindas dos sucessores de Demetrius foram que ainda quando prefeito o petista havia firmado parcerias com o Governo, entretanto, as mesma estão gerando custos para o município. E partindo deste ponto de vista, Pereira analisa que as prioridades tem que ser ‘lincadas’ e devem sair dos discursos políticos. As pessoas que estão tendo a oportunidade de se tornar médicos, enfermeiros, para Demetrius é um pouco de egoísmo criticar o projeto da universidade. “Convênios não podem ser vistos como despesa por parte da prefeitura, e sim deve ser visto como investimento junto a pessoas que irão prestar serviço a população” finalizou.

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