segunda-feira, 3 de Novembro de 2014 05:24h

Ordem do Mérito Legislativo vai homenagear Aleijadinho

Solenidade integra comemorações do bicentenário de morte do mestre do Barroco mineiro

Com o objetivo de homenagear pessoas físicas e jurídicas que tenham se destacado pelos serviços prestados ou méritos excepcionais, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizará, no dia 13 de novembro, a entrega da Ordem do Mérito Legislativo de 2014. A cerimônia, que será feita a partir das 10 horas, no pavilhão 3 do Expominas (Avenida Amazonas, 6.030, bairro Gameleira, Belo Horizonte), integra a agenda comemorativa do bicentenário de morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Com o tema “200 anos de morte de Aleijadinho: o Barroco é para sempre”, a solenidade irá celebrar a vida e o legado deixados pelo artista mineiro para a humanidade. A oradora oficial da solenidade será a empresária, colecionadora de arte e empreendedora cultural Angela Gutierrez.

Criada em abril de 1982, a Ordem do Mérito Legislativo é concedida pelo presidente da ALMG e pelos membros do Conselho da Ordem, nos graus Grande Mérito, Mérito Especial e Mérito. O Conselho da Ordem é presidido pelo presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PP), e tem como integrantes os membros da Mesa, as lideranças da Maioria e da Minoria e os ex-presidentes da ALMG em exercício do mandato de deputado estadual. Além da medalha, os agraciados recebem diplomas assinados pelo presidente da Assembleia.

Grande Mérito
Mérito Especial
Mérito
Destinado a soberanos, chefes de Estado, chefes de governo e seus sucessores imediatos; governadores; vice-governadores; presidentes da Assembleia Legislativa, do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal de Justiça, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; ministros de Estado e outras personalidades de hierarquia equivalente.

Mérito Especial
Destinado a soberanos, chefes de Estado, chefes de governo e seus sucessores imediatos; governadores; vice-governadores; presidentes da Assembleia Legislativa, do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal de Justiça, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; ministros de Estado e outras personalidades de hierarquia equivalente.
Destinado aos membros da Mesa da ALMG e deputados estaduais; secretários de Estado; senadores; deputados federais; ministros de tribunais superiores; presidentes de tribunais; desembargadores; generais; embaixadores; enviados extraordinários; ministros; reitores; cientistas e outras personalidades de hierarquia equivalente.

Mérito
Destinado a cônsules; magistrados; membros do Ministério Público; militares; professores; escritores; funcionários públicos; desportistas e outras personalidades de hierarquia equivalente.

Aleijadinho é expoente do Barroco mineiro

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto (Região Central do Estado), em 26 de junho de 1737. Foi iniciado no mundo das artes ainda criança, seguindo os ensinamentos do pai, Manoel Francisco Lisboa, e dos tios Antônio Francisco Pombal (carpinteiro responsável pela construção da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto) e Francisco Antônio Lisboa.

Aos 25 anos de idade, Antônio Francisco Lisboa já havia atingido a maturidade como mestre carpinteiro e passou a assumir obras de marcenaria, escultura e entalhe, liderando a própria oficina, que logo se tornou famosa em Minas Gerais em razão da grande qualidade artística e técnica, passando a ser requisitada para as obras mais importantes das mais exigentes irmandades religiosas.

Entre as suas obras primas estão os púlpitos, retábulo e portada da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto; púlpitos, coro, altares colaterais e imagens sacras para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo de Sabará; púlpitos, retábulo e imagens sacras para a Igreja da Fazenda Jaguara, em Matozinhos; e as imagens dos 12 profetas e os passos da paixão de Congonhas, estes últimos reconhecidos pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade.

Por volta de 1778, Antônio Francisco passou a apresentar os sintomas de uma grave e progressiva doença, que lhe causou deformidades na boca e olhos e fez com que ele perdesse os dedos das mãos e dos pés, sendo necessário que seus escravos lhe atassem as ferramentas nos pulsos para que ele pudesse esculpir. Em razão da doença deformante surgiu o epípeto Aleijadinho, pelo qual passou a ser conhecido.

Depois de dois anos acamado e padecendo de fortes dores na casa de sua nora Joana Francisca de Aragão Correa, Antônio Francisco Lisboa faleceu em 18 de novembro de 1814, e foi sepultado em cova reservada à Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, no interior da Igreja Matriz de Antônio Dias, em Ouro Preto.

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