Osvaldo Sobrinho volta a criticar falta de alternativas às rodovias

Em pronunciamento nesta quarta-feira (13), o senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) voltou a cobrar investimentos em modais de transporte alternativo às rodovias. Em sua avaliação, não há justificativa para um país do tamanho do Brasil optar pelo tipo mais car

Em pronunciamento nesta quarta-feira (13), o senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) voltou a cobrar investimentos em modais de transporte alternativo às rodovias. Em sua avaliação, não há justificativa para um país do tamanho do Brasil optar pelo tipo mais caro de transporte. A escolha das rodovias, na opinião do senador, compromete seriamente a economia, sabotando a competitividade dos produtos brasileiros.
- Para desatar os nós de nossa logística e superar gargalos estruturais centenários, o transporte ferroviário e o transporte fluvial vêm sendo lembrados com certa frequência. Estudos são desenvolvidos, autoridades são sensibilizadas, mas, lamentavelmente, entra ano e sai ano, as oportunidades passam e as soluções não se concretizam – lamentou.

 


Osvaldo Sobrinho afirmou que, hoje, o Brasil escoa apenas 7% da sua produção por meio de hidrovias, apesar de a Confederação Nacional dos Transportes estimar que pelo menos a metade dos produtos brasileiros poderia circular pelos rios. Além da redução da poluição, o aumento desse percentual poderia, segundo o senador, gerar uma economia anual de R$ 4 bilhões.

 


O senador citou reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, que procurou mostrar as razões para que o transporte fluvial não se desenvolva. A matéria usou como exemplo o estado de Mato Grosso, com produção de cerca de 50 milhões de toneladas de grãos por ano escoada em 1,7 milhão de viagens de caminhão por ano. Isso, segundo a reportagem, faz com que o valor do frete de uma saca de milho chegue a  duas vezes o valor do produto.

 


Oswaldo Sobrinho sugeriu que o Senado elabore projetos  que possam impulsionar o transporte fluvial. Uma das sugestões é proibir a construção de barragens em rios sem que se façam as eclusas que permitam a navegação.

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