quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015 12:11h

Parlamento mineiro homenageia os 50 anos da Fumec

O aniversário da Fundação Mineira de Educação e Cultura foi celebrado em Reunião Especial de Plenário

Os 50 anos de fundação da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec) foram comemorados na noite da última segunda-feira (30/11/15), em Reunião Especial de Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O requerimento para realização da reunião foi uma iniciativa do deputado Fred Costa (PEN), que presidiu a cerimônia, representando o presidente da Casa, deputado Adalclever Lopes (PMDB).

Ao cumprimentar os representantes da instituição homenageada, o autor do requerimento destacou que a Fumec integra “o grupo dos melhores nomes em ensino superior em Minas Gerais, estando entre as três melhores universidades privadas do Estado, conforme o Índice Geral de Cursos do MEC”. O parlamentar salientou que, em 2004, a instituição conquistou o credenciamento como universidade, dispondo “de professores qualificados e infraestrutura para suas atividades, com salas de aula amplas e equipadas, laboratórios modernos, espaços para eventos acadêmicos, espaços de convivência e bibliotecas com suporte de informática e recursos de multimídia”.

O deputado acrescentou ainda que a Fumec é uma universidade que preza pela qualidade e oferece cursos de graduação, superiores de tecnologia, pós-graduação, mestrado, doutorado, extensão e cursos a distância, sintonizados com a evolução e com a tecnologia, mantendo o profissionalismo e prezando a arte de formar e educar. Em seguida, o parlamentar entregou ao reitor Eduardo Martins de Lima placa alusiva à comemoração.

Ao discursar, o reitor lamentou o contexto histórico em que a instituição foi fundada, em 1965, em plena ditadura militar, como Faculdade de Engenharia e Ciências Humanas (Face). Salientando as dificuldades encontradas ao longo do percurso e os desafios superados, lembrou que somente no início de 2000 a instituição foi transformada em centro universitário e, quatro anos depois, em universidade. Esclareceu também as diferenças entre faculdade, centro universitário e universidade, explicando o crescente nível de compromisso e responsabilidade de cada um desses patamares.

"Das universidades se exige muito mais", disse. "Temos obrigação de ter, no mínimo, 20% do corpo docente como doutores e um terço de professores de tempo integral. Temos pouco mais de quinhentos professores, e um terço desses professores têm de ser em tempo integral. Então, experimentamos de tudo na trajetória institucional, em que o governo, por meio de lei, resoluções ou decretos, transformou a vida universitária deste País. E não é simples trilhar esse caminho e continuar como universidade forte no mercado, com uma marca importante e que é respeitada por todos. Viemos do bojo da ditadura. Muitos falam de revolução. Foi golpe de Estado, ditadura, que deixou marcas profundas no Brasil, no ensino superior”, lamentou.

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