terça-feira, 20 de Setembro de 2011 09:33h Flávia Brandão

Parque tecnológico

Empresários se reúnem com Prefeitura para discutir proposta de Parque Tecnológico. Grupo visualiza possibilidades diante da grande disponibilidade de mão de obra técnica e universitária

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal, José Elísio, esteve reunido, na última quarta-feira (14), com o diretor do World Class Company Institute (WCCI), Anderson Thuner, e o empresário Aurílio Guimarães, proprietário de uma área de 5 milhões de m2, no Choro, para discutir a proposta da criação de um parque tecnológico em Divinópolis. Segundo Anderson a WCCI trabalha em conjunto com a BHZ Arquitetura - com sede em Belo Horizonte - e as mesmas estão em estudo na cidade para trazer esse projeto de expansão que irá promover a “evolução da mão de obra passando de um processo artesanal para mais científico”, trazer novas indústrias, tecnologias e desenvolver a parte urbana com a melhoria de renda.

 

 

O diretor Anderson afirma que o grupo visualiza em Divinópolis uma boa oportunidade já que a cidade tem muita mão de obra oriunda das escolas técnicas e universidades. “Estamos visualizando na cidade uma possibilidade em função da quantidade de números de universidades, quantidade de alunos. A cidade precisa reter essa mão de obra, então a questão de um parque tecnológico é essas mentes poderão ser usadas dentro do parque”, explicou.

 

Anderson esclareceu que a ideia é a criação de uma estrutura, um parque de 3ª geração, onde haverá espaço para lazer, habitação, além das indústrias, ou seja uma “mini-cidade” dentro do parque. Ele cita indústrias de biotecnologia, eletro-eletrônicos,  empresas voltadas para a área tecnológica da confecção  e outros segmentos, que poderiam ser abrigadas na estrutura.

 

 

Prefeitura

 

Questionado da parceria com a prefeitura, Anderson disse que o processo é embrionário, mas a princípio é preciso haver a transformação dessa área rural em urbana.  “Estamos no processo embrionário de começar a conversar com a Prefeitura, o que a gente espera que é uma área rural tem que transformar em urbana (...) e isso a Prefeitura poderia nos ajudar bastante e do convênio com as universidades da região”.

 

 


Benefícios

 

Anderson revelou que os parques tecnológicos tem se desenvolvido no mundo inteiro a exemplo dos Tigres Asiáticos e do Vale do Silício, nos Estados Unidos, se desenvolvem em função das estruturas. No Brasil, o diretor cita que São Paulo é o estado que mais tem parques tecnológicos - cerca de 20 - sendo que o Governo do Estado criou uma secretaria específica sobre a questão da instalação dos mesmos. Em Minas, Anderson cita cidades como Belo Horizonte, Itajubá, entre outras. O diretor elenca benefícios da instalação da estrutura: a geração de mais empregos e melhor remunerados; a possibilidade de instalação de novas indústrias com expansão da cidade; desenvolvimento de bairros residenciais de nível satisfatório, etc. 

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