terça-feira, 4 de Outubro de 2011 09:16h Atualizado em 4 de Outubro de 2011 às 14:32h. Flávia Brandão

Parque Tecnológico

O grupo de empresários, ligado ao Word Trade Center, que está à frente do projeto para instalação de Parque Tecnológico em Divinópolis esteve, ontem (3), na Prefeitura, para debater o projeto com secretários e representantes do curso de bioquímica da UFSJ

Foi realizado, ontem (3), no gabinete da Prefeitura Municipal mais uma reunião com o grupo de empresários, que está à frente da proposta criação de um Parque Tecnológico em Divinópolis. O encontro contou com a presença de representantes da UFJS - especificamente do curso de bioquímica - e da empresa EGESA, que está na coordenação da instalação de um Parque Tecnológico, nos mesmos moldes, em Ipatinga. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Elísio, a reunião foi para debater a que estágio anda a proposta em Divinópolis e tirar bases de Ipatinga, onde o Parque já está consolidado. O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) marcou rápida presença no encontro e salientou que a Prefeitura estará à disposição para apoiar o andamento do projeto.


Segundo Anderson Thuner, diretor do World Class Company Institute (WCCI) - umas das empresas do grupo - no momento está sendo feito o projeto socioeconômico e no máximo dois meses o master plan deverá estar definido determinando o que será incorporado em cada parte da área de 5 milhões de m2, no Choro, de propriedade do empresário Aurílio Guimarães. “O master plan é pré-projeto arquitetônico o que seria a parte residencial, o espaço destinado às empresas, ou seja, toda a concepção do projeto” declarou. Após isso, será aberta a 2ª etapa, que é a aprovação do projeto pelos órgãos competentes, que incluirá o desmembramento da área rural para urbana. E por fim serão efetivados os convênios com as universidades e iniciada a captação de investidores.


Perspectivas


Na reunião, os representantes da universidade e alguns secretários da Prefeitura puderam conhecer quem são as empresas do grupo - no caso a BHZ Arquitetura, a WWCI e Word Trade Center de Belo Horizonte - qual a ideia/concepção a ser desenvolvida, bem como a quantidade de empresas, que o grupo tem a perspectiva de levar nos próximos 15 anos, dentro de um desenvolvimento sustentável para Divinópolis e região.


Segundo o diretor Anderson a perspectiva é que após cinco anos de implantação do parque estariam instaladas 300 empresas com 12mil empregos; de 6 a 10 anos de 700 empresas/28 mil empregos; e de 11 a 15 anos 1000 empresas/40 mil empregos. Além disso, seriam criados empregos qualificados e com salários mais elevados. Há também a previsão de 4 mil moradias para aproximadamente 16 mil pessoas e o potencial de atração de investimentos do Parque para Divinópolis em relação a obras, implantação de empresas, confecção de galpões, maquinário, residência, comércio, etc., deverá atingir a casa de bilhões.


Questionado sobre a recepção da administração municipal ao projeto, o diretor Anderson disse que a mesma é “excelente” tanto por parte Prefeitura como vários atores, que envolve o projeto, a exemplo a universidade e vários empresários da cidade, em que já foi estabelecido diálogo.
Andamento


Segundo o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, José Elísio, o próximo passo a ser dado é a nomeação de um grupo de trabalho pelo prefeito Vladimir para cuidar especificamente do projeto. “Vamos começar a mostrar o projeto para as outras universidades, faculdades, CEFET, pessoal da confecção, Câmara de Vereadores. Ou seja, a discussão de hoje será ampliada externamente e inclusive internamente na Prefeitura, onde detectamos muitas resistências porque a concepção do pessoal é de mais um loteamento e isso não é a realidade”, explicou.


O secretário pontuou que o projeto de instalação de cidade tecnológica é muito complexo tanto do ponto de vista jurídico, ambiental e de uso e ocupação do solo por isso os representantes da empresa Egesa foram convidados para detalhar a experiência em Ipatinga para os secretários da Prefeitura presentes na reunião.


Bioquímica


Segundo José Elísio a idéia inicial do grupo é “ancorar o projeto na área de biotecnologia”, devido a isso os representantes da UFSJ foram convidados para conhecer a proposta. Para o coordenador do curso de bioquímica, Paulo Afonso, a apresentação foi “magnífica” e nesse momento é fundamental para Divinópolis e região pensar em um empreendimento desse potencial. “Hoje existe um gargalo entre empresas e universidade. Esse parque vem de encontro para poder juntar a expertise que a universidade tem e a produção dos produtos”, salientou.


Word Trade Center


O secretário explica que o fato do Word Trade Center ser parceiro no projeto dá uma grande amplitude abrindo portas para que o município receba investimentos de todo o mundo. “Significa que a gente está criando uma cidade tecnológica para o mundo, porque qualquer participante do WTC nos 324 parques do mundo inteiro é teoricamente um parceiro nosso e possível investidor”, declarou Elísio.


Júlio Bethonico, diretor regional do Word Trade Center de Belo Horizonte, afirma que é o WTC é o maior clube de negócios para executivos do Mundo, e atua hoje em três atividades básicas: 1- networking (bussiness club); 2 - internacionalização de empresas; 3 - negócios imobiliários, que congrega entre grandes empreendimentos hotéis, torres de escritórios e centro de convenções. Hoje no Brasil, o WTC tem cinco unidades: Belo Horizonte, Brasília, São José dos Campos, São Paulo, Curitiba, sendo que há projeto para abertura de mais 20 unidades.


 
Questionado sobre a participação do WTC no empreendimento do Parque Tecnológico de Divinópolis, Júlio explica que é de atração de investimentos. “Pelo fato da empresa ter uma central de relacionamento muito grande dentro país é um facilitador para que investimentos possam ser adquiridos para serem colocados nesse projeto”, declarou.  

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