sexta-feira, 24 de Julho de 2015 10:39h Jotha Lee

Partido Verde vai disputar a sucessão de Vladimir Azevedo

O Partido Verde (PV) inicia na semana que vem sua reestruturação em Divinópolis para disputar a sucessão do prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), no ano que vem

No próximo dia 28 o partido se reúne no Restaurante Chef’s, ocasião em que inicia sua reorganização para a próxima disputa. A reunião servirá, ainda, para discutir a eleição da nova Executiva do partido e apresentação de novos filiados em Divinópolis.
De acordo com a presidente do PV, Iris Moreira, no encontro a médica e ex-vereadora Heloisa Cerri deverá confirmar sua pré-candidatura para a sucessão de Vladimir. A médica é unanimidade dentro do PV e tem o apoio de todos os filiados para representar a legenda na sucessão municipal.
Segundo Iris Moreira, as perspectivas para o partido no município são muito boas. “O quadro de filiados teve um crescimento importante desde as eleições de 2012”, revela. Segundo ela, o nome de Heloisa Cerri tem o apoio integral dos filiados, especialmente após sua passagem pela Câmara Municipal e seu arrojado programa de governo na campanha de 2012. “Como candidata a prefeita em 2012, ela apresentou um programa de governo inovador, à época desacreditado pela população, como por exemplo, a tarifa zero para o transporte coletivo urbano. Hoje, comprovadamente é possível a implantação da tarifa zero, basta ter boa vontade política e compromisso com o cidadão”, afirma.
Iris Moreira cita ainda o contrato de concessão do tratamento do esgoto com a Copasa que, na campanha de 2012, Heloisa Cerri anunciou que seria rescindido, caso fosse eleita. “Hoje, o cidadão acompanha o noticiário e fica sabendo que a Copasa está fora de todos os prazos de execução das obras e o povo já pagando pelo serviço desde 2013”, avalia. Para a presidente do PV, Heloisa Cerri mostrou que conhece os problemas da cidade e durante seu mandato como vereadora foi voz firme em defesa da saúde.
Heloisa Cerri é médica especialista em diversas áreas, mas foi no serviço público que teve boa parte do seu reconhecimento profissional. Prestou serviços ao SUS por 35 anos atuando como ginecologista e obstetra, sendo responsável pelo nascimento de centenas de divinopolitanos. Em 2012, disputou a sucessão do prefeito Vladimir Azevedo e obteve expressivos 16.508 votos. Na Câmara, mostrou-se intransigente na fiscalização da aplicação do dinheiro público.

 

QUADRO
A mais de um ano das eleições municipais, o quadro de candidaturas já vai se definindo, embora muita coisa ainda deva mudar. No PMDB, o nome é Galileu Machado, porém o ex-prefeito precisa se livrar de uma condenação imposta pelo Tribunal de Justiça de Minas Geais (TJMG), que no ano passado o condenou por improbidade administrativa. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, Galileu perdeu os direitos políticos por quatro anos e aguarda análise de embargos infringentes, interpostos contra a decisão do Tribunal. Se a decisão for mantida, Galileu está fora da disputa.
No PT, há dois nomes postulando a indicação da legenda. O ex-prefeito Demetrius Pereira, que publicamente já colocou seu nome à disposição do partido, e o ex-vereador Beto Cury, que disputou a sucessão municipal de 2012 pela legenda, obtendo 20.448 votos.
No PSDB, partido do atual prefeito, ainda não há um nome definido, mas o deputado federal Domingos Sávio, presidente da legenda em Minas Gerais, garante que os tucanos lançarão candidaturas na maioria das cidades de Minas. “Nosso candidato para disputar a eleição em Divinópolis ainda está em gestação”, afirma. Já o deputado Jaime Martins (PSD) também pode surgir como candidato e seu nome tem sido ventilado. “No momento estou preocupado com meu mandato no Congresso Nacional e a ajudar o país a sair da crise”, desconversa.
O deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) pode ser uma das surpresas na disputa. “O partido quer lançar candidatos nas maiores cidades de Minas e está me pressionando para ser candidato em Divinópolis, mas por enquanto não há nada definido”, afirma. Outros nomes já estão colocados e os mais fortes são o ex-prefeito Aristides Salgado, atualmente sem partido e que deve filar-se ao PPS, e o vice-prefeito Rodrigo Resende (PDT).
Já um grupo de empresários, coordenado por Geraldo Barros, está se reunindo com periodicidade, discutindo um nome que pode ser lançado para a sucessão de Vladimir. O grupo pretende reunir um grande número de associados para que seja escolhido um nome com representatividade em vários setores profissionais.

 

Crédito: Jotha Lee

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