quinta-feira, 16 de Julho de 2015 13:51h

Patrus Ananias defende conquistas sociais e o fortalecimento da democracia no país

Orador oficial das comemorações do Dia de Minas, ministro do Desenvolvimento Agrário enaltece resgates de demandas pelo governo do Estado

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, classificou a administração do governador Fernando Pimentel como “histórica” por incluir o resgate de demandas como o pagamento do piso salarial nacional aos professores e a participação de movimentos sociais nas políticas de governo. O ministro foi orador oficial da cerimônia da Medalha do Dia de Minas, nesta quinta-feira (16/7) em Mariana e, em seu discurso, destacou as conquistas ao longo da história.
“A eleição de Vossa Excelência, governador Fernando Pimentel, se insere nesse processo de mudanças e conquistas. É o resgate da Minas libertária, muitas vezes minoritária. E que agora se faz maioria na eleição histórica de Vossa Excelência para realizar, aqui em Minas, o encontro da liberdade e da justiça, que constituem as marcas maiores da nossa luta e da nossa vocação histórica”, afirmou.
“As primeiras iniciativas do governo de Vossa Excelência, como o acordo histórico com os trabalhadores da educação, a homenagem feita no dia de Tiradentes a líderes dos movimentos sociais, apontam nesse sentido. A sua eleição é o resgate e a afirmação da nossa geração. Tenho a mais absoluta certeza de que vamos reviver experiências inovadoras de gestão pública sob a liderança firme, esclarecida e comprometida do governador Fernando Pimentel”, acrescentou o ministro, prestando homenagem também aos professores do Estado, pelo “reconhecimento depois de tantas lutas”.
O ministro também defendeu os avanços sociais alcançados durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Patrus, a oposição aos governos petistas “não admite avanços notáveis” nesse campo, com a instituição de programas como o Bolsa-Família, Fome Zero e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Ele ainda defendeu direitos constitucionais questionados por “golpismos”. “Os críticos tampouco se incomodam com os riscos e desafios a que são expostos os direitos constitucionais, em face de procedimentos judiciais e legislativos que, muitas vezes, desconsideram as garantias da Constituição relativas ao devido processo legal, como a presumibilidade de inocência e o direito de defesa, e relativas também ao devido processo legislativo. Esses riscos não podem quebrar, em situações momentâneas, conquistas históricas e civilizatórias do povo brasileiro”, ressaltou o ministro. Segundo Patrus, a história do Brasil “testemunha a disputa entre os ideais libertários e de justiça social e as forças obscurantistas dos golpismos, autoritarismos e exclusões”.
Relembrando a ditadura militar no país, Patrus destacou a importância da luta pelo fortalecimento da democracia. “O desafio que se coloca hoje à consciência cívica e democrática do país, um desafio que se coloca principalmente aos jovens, é nos mobilizarmos para a defesa das conquistas da Constituição e das leis que possibilitaram essas notáveis conquistas que tivemos nos últimos anos. Entre essas conquistas estão os valores e procedimentos democráticos”, afirmou.
“Para que a geração de vocês, jovens aqui presentes, possa ser a geração da democracia, nós não podemos nos esquecer dos horrores da ditadura e da violência. A luta heróica dos que resistiram ao arbítrio levou-nos à reconquista da democracia, com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988, a Constituição cidadã, nas palavras de Ulysses Guimarães, o presidente da Assembleia Constituinte”, completou.
O ministro do Desenvolvimento Agrário encerrou seu discurso prestando outra homenagem, desta vez, ao ex-arcebispo de Mariana, Dom Luciano Mendes de Almeida, falecido em 1996, pelo trabalho desempenhado no combate à miséria e à fome.

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