domingo, 5 de Outubro de 2014 19:43h

Pezão não vai mudar estratégia para o segundo turno

O candidato do PMDB ao governo do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que não pretende mudar a estratégia usada pela sua campanha no primeiro turno da eleição, que o levou a conquistar o primeiro lugar nas escolhas dos eleitores.

Pezão informou que enfrentou no primeiro turno as críticas de quatro candidatos fortes e procurou sempre discutir propostas para o estado. Ele acrescentou que não ficou surpreso com a chegada do senador Marcelo Crivela (PRB) ao segundo turno, quando as pesquisas apontavam, desde o início, que o concorrente seria Anthony Garotinho (PR). Pezão destacou que disputará o segundo turno com tranquilidade.

“Teve muita gente falando uma porção de coisa no primeiro turno que a gente vai ter cada vez mais tempo de explicar no segundo turno, quando os tempos são iguais. Eu não tenho problema nenhum de debater com qualquer candidato. Quem debateu com quatro pode debater com um. Vejo com muita tranquilidade. Espero que a gente debata o futuro do estado, o que a gente não conseguiu porque foram só ataques e todos os quatro comentando o que a gente fez. Não vi nenhuma proposta para o futuro do estado”, disse.

Para ele, a população não tem tempo a perder com brigas de candidatos e isso ficou evidente com o resultado do primeiro turno. “Quando eu fiz a campanha eu falei que não iam me ver xingando adversário, falando da vida dos outros, falando da família de adversário, pendurado em blog, fazendo fofoca. A minha vida sempre foi uma vida de trabalho e construção de fazer e de aprender com as minhas falhas e os meus erros. Mas não perco tempo de ficar batendo boca e olhando pelo retrovisor”, disse completando que em abril tinha apenas 4 % das intenções de voto e conquistou mais de 3 milhões de eleitores.

O candidato informou que pretende começar, a partir de amanhã (6), os entendimentos com os demais partidos para obter o apoio para a continuação da eleição. Pezão destacou que não vê problemas em conversar com o candidato do PT, no primeiro turno, Lindberg Farias, mas reconheceu que a escolha do Partido dos Trabalhadores, em ter candidato próprio na eleição, abriu brechas para o PMDB se dividir no estado do Rio de Janeiro e parte dele marchar com o candidato à Presidência da República do PSDB, Aécio Neves. Embora diga que continua apoiando a candidata  Dilma Rousseff, Pezão acha difícil o PMDB se unir no segundo turno, no estado do Rio, para apoiar o PT. “Isso são feridas difíceis de cicatrizar. Temos diversas pessoas que apoiam, e a minha aliança teve o DEM, teve o PSDB, teve o PPS. Teve diversos partidos que apoiaram o senador Aécio Neves”, disse.

O governador votou pela manhã na Escola Municipal de Lages, em Ribeirão das Lages, no município de Piraí, na região do Médio Paraíba, e chegou ao Rio por volta das 17h. Ele seguiu direto para o Centro de Convenções do Hotel Windsor Flórida, no Flamengo, na zona sul da cidade, onde acompanhou com parlamentares da aliança de campanha a apuração. Depois, com a passagem para o segundo turno garantida, concedeu entrevista ao lado da primeira dama Maria Lúcia.

 

 

 

 

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

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