quarta-feira, 4 de Março de 2015 13:00h Agência Minas

Pimentel defende apoio a microcrédito e desenvolvimento tecnológico

Governador participou da posse do presidente do BDMG, Marco Aurélio Crocco, e garantiu que instituição será fundamental para o avanço econômico do Estado

O governador Fernando Pimentel defendeu, nesta quarta-feira (4/3), uma atuação mais efetiva do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para a expansão do microcrédito e também para ampliação das parcerias em setores da chamada “Economia do Conhecimento”. Na avaliação de Pimentel, que empossou o novo presidente do banco, economista Marco Aurélio Crocco, o que foi feito nos últimos anos foi pouco.

“O Estado deixou a desejar naquilo que diz respeito a impulsionar o desenvolvimento tecnológico, da Economia do Conhecimento, que é a economia do século 21. Então, nós ficamos com uma lacuna, mas nada que não possa ser superado, resolvido, com o apoio dessa poderosa alavanca que é o BDMG”, afirmou Pimentel. O governador também defendeu o incremento do microcrédito voltado para micro e pequenas empresas, “um setor muito importante para o Estado”.

Também participaram da cerimônia o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, o presidente da o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Sebastião Helvécio, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maurício Borges Lemos, o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, representando o Conselho de Administração eleito do BDMG, o reitor da UFMG, Jayme Arturo Ramires, e a presidente da Associação dos Funcionários do BDMG, Maria Isabel de Camargos.

Papel ativo

Em seu pronunciamento, Fernando Pimentel agradeceu o empenho dos funcionários da instituição nesses 53 anos de atividade e garantiu total apoio do Estado às decisões do banco. Para o governador, o BDMG terá papel ativo como alavanca para o desenvolvimento e parceiro das classes trabalhadoras e empresariais, do Governo do Estado, mas sem abrir mão de ser uma instituição com um corpo técnico altamente qualificado, referência como instituição de pesquisa, como centro de debates e produtor de conhecimento e de ações na área cultural.

"O Banco tem de manter a trajetória histórica que sempre teve, mas tem de ser cada vez mais inovador para corresponder àquela expectativa que o povo de Minas tem de retomar a trilha do desenvolvimento, com vigor e energia, e colocar Minas na economia do século 21. Nós ainda estamos no século 20. Temos que dar um salto”, concluiu.

Novas tecnologias

Em seu discurso de posse, Marco Aurélio Crocco ressaltou a importância da atuação do Estado em momentos de crise, em que a oferta de crédito é reduzida. “Em um momento onde a concessão de crédito por bancos privados se retrai, cabe ao Estado e seus agentes financeiros atuarem de forma anticíclica, ajudando a manter o nível de investimento, revertendo as expectativas negativas e garantindo, desta forma, o emprego, a renda, a competitividade das empresas aqui instaladas”, disse.

Para Crocco, um dos desafios de Minas Gerais é sedimentar as bases para se inserir na economia do século 21, pautada no uso de novas tecnologias e de serviços de alto valor agregado. “É dentro deste contexto que a atuação do BDMG deve se pautar nos próximos anos”, disse.

Perfil

Marco Aurélio Crocco é economista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Economia Industrial e daTecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e PhD em economia pela Universidade de Londres. Possui pós-doutoramento pelas universidades de Cambridge (Inglaterra), e Universidade Paris-Dauphine (França).

Professor titular do Departamento de Ciências Econômicas da UFMG e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é especialista em economia monetária e desenvolvimento regional. Publicou inúmeros artigos científicos em jornais nacionais e internacionais, editou quatro livros e publicou 32 capítulos de livros.

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