quarta-feira, 13 de Agosto de 2014 06:34h Atualizado em 13 de Agosto de 2014 às 06:47h. Jotha Lee

Pimentel diz que entregará Hospital Regional à Universidade Federal de São João del-Rei

Candidato diz que é preciso fazer uma revisão profunda no modelo de ICMS em Minas Gerais

O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, passou por Divinópolis ontem, onde permaneceu durante toda a tarde. Com mais de duas horas de atraso, o candidato começou sua agenda na cidade na esquina da Avenida Antônio Olímpio de Morais com Rua Goiás, onde concedeu entrevistas, seguindo acompanhado por cerca de 80 militantes numa caminhada até o Centro Ecumênico de Formação e Espiritualidade (Cefesp), no complexo dos Franciscanos. Durante a caminhada, Pimentel tomou cafezinho em uma lanchonete, abraçou eleitores, entrou em lojas e mostrou bom humor e disposição.
No Cefesp, o candidato falou para a militância, que teve a presença de políticos da jovem e da velha guarda, entre eles o pai do ex-prefeito, Demetrius Pereira, o ex-deputado, Geraldo da Costa Pereira, e o ex-vereador, Alberto Gigante Quadros. O ex-prefeito não apareceu, assim como também foi notada a ausência de Beto Cury, petista histórico, que nas últimas eleições municipais disputou a Prefeitura de Divinópolis pelo partido. Logo depois Pimentel seguiu para a sede da Regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), onde falou para cerca de 40 empresários.
Em entrevista exclusiva à Gazeta do Oeste, o candidato petista abordou três temas. O primeiro deles foi a última pesquisa do Ibope em Minas, divulgada no dia 6 passado, que coloca Pimentel com 25% das intenções de voto, contra 21% para o candidato tucano. Pela margem de erro, o Instituto considera empate técnico.
“A pesquisa do Ibope não reflete a realidade. Nós temos outras três pesquisas publicadas recentemente, no mesmo período do Ibope, que dão 10 a 12 pontos de vantagem para nossa candidatura. Mas todas as pesquisas eu trato da mesma forma. São retratos do momento e os momentos mudam. Vai ser uma eleição acirrada. Não achamos que vai ser um passeio. Vai ser difícil. Estamos enfrentando uma máquina poderosa, que é a do governo do Estado, que está se utilizando de todos os recursos possíveis na tentativa de se manter no poder. Acontece que o povo de Minas quer mudança e é isso que estou sentindo na caminhada, no interior, em todas as cidades e regiões. O povo quer um modelo diferente de governo. Um governo mais participativo, mais regionalizado, mais carinhoso com nossa gente. E isso me anima muito.”

 

 

 

 

 

HOSPITAL REGIONAL
O candidato petista criticou a lentidão das obras do Hospital Regional e assegurou que no seu governo vai entregar sua administração à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).
“O Hospital Regional está em ritmo muito lento. Já devia estar concluído e entregue. O governo do Estado infelizmente não o fez. Chegando ao governo, vamos concluir o hospital e entregá-lo para administração da Universidade Federal de São João del-Rei. Esse é o nosso projeto, transformá-lo em um hospital universitário. E tem o complemento, pois resolveria também o problema do Hospital São João de Deus, que está numa situação muito ruim. Temos que recuperá-lo e isso pode levar tempo. Então, é fundamental terminar a obra, dotar o Hospital Regional de uma administração eficiente, que seria a Universidade, e ao mesmo tempo iniciar um plano de recuperação no São João de Deus, como nós fizemos na Santa Casa de Belo Horizonte.”

 

 

 

 

CRESCIMENTO REGIONAL
Pimentel também comentou o momento difícil do setor industrial da região Centro-Oeste, que registrou queda de 0,9% no último mês. Além disso, o setor industrial foi o que mais demitiu no mês passado, atingindo todas as 57 cidades que formam a macrorregião.
“Mas é evidente que falta para Minas Gerais um plano de desenvolvimento para o Estado como um todo, mas especificamente aqui na região. Em 12 anos de governo do PSDB não foi apresentado nenhum programa de desenvolvimento para Minas. A gente pergunta, qual é o programa econômico para Minas Gerais? Ninguém sabe responder, porque não existe. Aqui na região temos que fortalecer a cadeia produtiva que já existe, dotá-la de mais capacidade tecnológica para enfrentar a concorrência internacional e reduzir a tributação. É preciso fazer uma revisão profunda do modelo de ICMS em Minas Gerais, é o pior do Brasil. Isso está prejudicando o Estado e está prejudicando a região Centro-Oeste. Nós vamos corrigir isso.”

 

 

 

Crédito: Jotha Lee

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.