sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 03:33h Gazeta do Oeste

PMDB de Minas cobra vaga em mais um ministério

O PMDB de Minas está na briga para conquistar um ministério. E um pouco desapontado pelo aumento do espaço dos paulistas nos postos de comando do governo federal. Representantes da legenda no estado dizem ter sido informados pelo comando nacional que já é certa a indicação de Gabriel Chalita (PMDB-SP) para o Ministério da Educação, pasta atualmente ocupada pelo petista Aloizio Mercadante (SP). A ida de Chalita, derrotado no primeiro turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo, para a Esplanada dos Ministérios teria sido combinada durante o segundo turno NA capital paulista em troca de seu apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, que acabou eleito. Mercadante deverá ir para a Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann (PT-PR), que deve voltar ao Senado, para preparar sua candidatura ao governo do Paraná em 2014.

A ampliação do espaço do PMDB mineiro também seria resultado de um acordo eleitoral para garantir o apoio do partido à candidatura a prefeito de Belo Horizonte do ex-ministro Patrus Ananias (PT), derrotado por Marcio Lacerda (PSB) no primeiro turno da disputa. O candidato do PMDB seria o deputado federal Leonardo Quintão, que abriu mão da candidatura já lançada para apoiar Patrus, cotado para um ministério.

O vereador Cabo Júlio (PMDB), que no ano que vem assume vaga na Assembleia Legislativa, disse que recebeu um e-mail da assessoria do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), confirmando a indicação de Chalita e a acomodação de Mercadante na Casa Civil. O presidente do PMDB em Minas, deputado federal Antonio Andrade, afirmou não ter tomado conhecimento da provável troca de cadeiras no ministério, mas disse que a legenda ainda aguarda aumento da participação do estado no governo federal.

“Minas ocupa apenas uma pasta e, ainda assim, dentro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff”, reclamou Andrade, se referindo ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.O peemedebista disse que o partido não tem preferência por um ou outro ministério. “Mas se for para escolher, seria um que tenha mais relação com Minas, como o das Minas e Energia e o de Transportes. De qualquer maneira, a decisão caberá à presidente.” Andrade afirmou que ao menos por enquanto o partido não pretende adotar nenhuma posição no Congresso Nacional como retaliação à ausência de espaço no governo federal. A bancada mineira da legenda na Câmara dos Deputados é formada por sete parlamentares.

Cabo Júlio adotou postura mais radical. “É preciso projetar o descontentamento do partido em Minas com a falta de ministério para a legenda. Nós abrimos mão da candidatura ainda no primeiro turno, beneficiando o PT, e é isso que temos em troca”, afirmou. O vereador disse que o PMDB deveria ter feito como os colegas de São Paulo, que disputaram o primeiro turno e, no segundo, apoiaram o PT já com a garantia de terem um ministério. Pedir espaço ainda no primeiro turno, como o partido fez em Belo Horizonte, retirou a força da reivindicação, na avaliação do futuro deputado. Um parlamentar federal também reclamou da postura do governo em relação ao partido em Minas. “Uma coisa é certa nessa troca de ministério. São Paulo quer tudo e sempre leva tudo.”

Afagos e vice lançado

Depois de jantar com representantes do PMDB na terça-feira, a presidente Dilma Rousseff distribuiu afagos ao PSB, em jantar reservado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na quarta-feira e em almoço com o governador do Ceará, Cid Gomes, ontem, no Palácio da Alvorada. De olho na reeleição, a presidente tenta recompor a base aliada, que enfrentou estresses e divergências durante as últimas eleições municipais. Questionada se o PSB, rival do PT em diferentes capitais nas eleições municipais, precisa de afago, a presidente disse: “O PSB? Todos precisam de afago. Todos. Quem não precisa de afagos em sendo humano?”. Sobre o jantar com Eduardo Campos, Dilma limitou-se a dizer: "Foi muito bem. Eu não tenho diferenças. A nossa relação sempre se manteve a mesma”. Já Cid Gomes aproveitou a deixa para lançar o nome de Campos para a Vice-Presidência da República ao lado de Dilma em 2014.

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