PMDB e PV podem formar chapa para disputar sucessão de Vladimir Azevedo

Tribunal de Justiça divulga decisão que inocentou Galileu Machado de improbidade

A pouco mais de um ano das eleições municipais que vão indicar o sucessor do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), os bastidores políticos estão a todo vapor. Até agora já se colocaram publicamente na condição de pré-candidatos o vice-prefeito Rodrigo Resende (PDT), os ex-prefeitos Galileu Machado (PMDB) e Demetrius Pereira (PT) e os vereadores Luiz Roberto de Sousa Cury (PT) e Heloisa Cerri (PV). A última novidade foi o anúncio da reorganização do PSB que também pode lançar candidatura própria, porém ainda sem um nome oficial. O partido está em fase de reorganização e a Comissão Provisória terá como presidente Afonso Gonzaga, atual presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A colocação do nome como pré-candidato não significa que o postulante vá concorrer. Todo o processo passa pelos partidos, cujas candidaturas são definidas em convenções. Entretanto, muitas vezes a decisão já chega pronta na convenção partidária, em função dos pré-acordos que já estão sendo alinhavados.
No caso de Rodrigo Resende, tudo caminha para que ele seja o candidato apoiado pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). Os tucanos não têm um nome a ser lançado, pelo menos por enquanto, e desde o início do ano o vice-prefeito vem ganhando maior visibilidade dentro da administração, participando das decisões mais importantes do Executivo. O fato novo é a tentativa de aproximação do PSDB com o deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS), que já participou de um reunião com o prefeito Vladimir Azevedo para discutir a sucessão. Tolentino, que tem indicados ocupando cargos no primeiro escalão da administração, apóia o PSDB desde seu primeiro mandato na Assembleia, o que pode facilitar um acordo, porém as conversas estão na fase inicial.

 

PMDB X PV
A dobradinha entre o PMDB e o PV para as eleições do ano que vem já vem sendo discutida há mais tempo. A proposta é lançar o ex-prefeito Galileu Machado (PMDB) candidato a prefeito, tendo a ex-vereadora Heloisa Cerri (PV), como vice. De acordo com Fausto Barros, vice-presidente do Diretório Municipal do PMDB, a possibilidade de acordo é muito grande. “As conversas já estão acontecendo há um bom tempo e Dra. Heloisa se mostrou bastante entusiasmada em compor a chapa com Galileu. Vamos continuar conversando”, afirmou.
Do lado do PV o discurso é o mesmo. Segundo Iris Moreira, do Partido Verde, embora a questão esteja ainda na fase de negociação, a possibilidade de um acordo é concreta. “Estamos conversando, verificando o que o PV pode ser atendido em termos de políticas públicas e qual será a participação de Dra. Heloisa no governo. Se o PV se sentir contemplado, especialmente nas questões das políticas públicas, o acordo pode sair”, assegura.
Nas eleições de 2012, Galileu e a ex-vereadora estiveram muito próximos de uma dobradinha, porém o acordo só não se efetivou por questões de detalhes. Os dois acabaram sendo concorrentes e Galileu foi o segundo colocado no pleito com 35.209 votos, enquanto a ex-vereadora ficou em quarto lugar com 16.508. Juntos chegaram a 51.717 votos e Vladimir Azevedo saiu vitorioso com 43.545 votos.
Galileu Machado, embora ainda dependa da oficialização do seu nome pela convenção do PMDB, já está em campanha desde o ano passado e diz que está gastando “sola de sapato”. Como apoio integral da legenda, o ex-prefeito não terá concorrente dentro do partido para se lançar candidato. Agora, livre da condenação por improbidade administrativa, ele garante que vai intensificar o contato com os eleitores.
Ontem o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) divulgou o acórdão da sentença que inocentou o ex-prefeito da condenação por improbidade administrativa. Por quatro votos contra um o Tribunal acatou no dia 28 de junho os embargos infringentes interpostos pelo ex-prefeito, contra a revisão da sentença de primeira instância, proferida pelo juiz Núbio de Oliveira Parreiras, da Vara de Fazendas Públicas e Autarquias. O ex-prefeito foi alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPE), já que na sua última administração, de 2001 a 2004, o Executivo deixou de recolher a contribuição ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Diviprev).
Em primeira instância, o juiz Núbio de Oliveira Parreiras, considerou que não houve dolo ao erário e mandou extinguir a ação. O MPE entrou com efeito suspensivo no TJMG pedindo a revisão da sentença, e em segunda instância, ocorreu a condenação no final do ano passado. Com o provimento aos embargos infringentes interpostos por Galileu, a sentença foi extinta. A publicação do acórdão ontem oficializou a decisão do TJMG, confirmando a inocência do ex-prefeito e o deixando apto a disputar as eleições do ano que vem.

 

 

Crédito: Jotha Lee

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