quinta-feira, 14 de Julho de 2011 10:52h Flávia Brandão

Posse de Paulo Sérgio Passos como ministro foi realizada ontem

Deputado Jaime Martins, um dos nomes ventilados para o cargo, avaliou que pasta precisa de choque de gestão

O novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR-BA) - que recebeu o convite da Presidente Dilma Rousseff (PT) para o cargo na última segunda-feira (11) - tomou posse ontem (13), em Brasília, após publicação do decreto presidencial no Diário Oficial da União. Passos que era secretário executivo da pasta estava ocupando o cargo de ministro interino, após Alfredo Nascimento ter pedido demissão do cargo, já que denúncias de suposto esquema de corrupção no Ministério foram divulgadas pela imprensa.  O novo ministro adianta que irá fazer ajustes na pasta, como propor novos nomes para assumir o comando dos órgãos ligados ao ministério e também na forma de contratação das obras, no momento da licitação, evitando os aditivos, que aumentam até em 25% as obras.

 

O deputado federal Jaime Martins (PR-MG) - que era um dos nomes ventilados para assumir o cargo - avaliou que o Ministério precisa de um “choque de gestão” e acredita que o nome de Passos será bem recebido pelo partido mesmo sendo uma decisão tomada pela presidente Dilma sem dialogar com o PR. “Foi uma decisão pessoal da presidente Dilma de efetivá-lo. Acho que o partido irá receber bem, não tem porque não receber. O desejamos é que ele tenha condição moral e tenha a possibilidade de fazer no Ministério as transformações que nós achamos que precisam ser feitas após as denúncias e possa prmover um choque de gestão”, avaliou.

 

A respeito da possível especulação que ocorria em torno do seu nome, o parlamentar revela que isso realmente aconteceu por parte de pessoas que acompanham seu trabalho. “Na verdade pessoas, que acompanhavam o nosso trabalho mais de perto, às vezes deputados do meu partido e de outros, manifestaram o incentivo para entrar nessa disputa, mas isso não é uma questão de vida ou morte. É uma decisão que compete à presidente e poderia ou não passar pelo partido, acho que o partido perdeu a condição de dialogar, uma vez que o próprio ministro que estava sendo exonerado era o presidente do partido, então ficou difícil essa interlocução e ela optou pelo quadro técnico que é bem recebido pelo PR”, disse.

 

Mudanças

 

Após aceitar o convite da presidente Dilma, Paulo Sérgio Passos, declarou que pretende fazer ajustes na pasta, como troca de dirigentes dos órgãos ligados ao Ministério, mas que isso depende de uma decisão da presidente . "Fazer ajustes significa tomar todas as atitudes que sejam necessárias e isso envolve naturalmente troca de pessoas e modificações em processos", afirmou.

 

Ainda de acordo com o novo ministro uma das mudanças será no regime de contratação das obras, com o objetivo de reduzir a ocorrência de aditivos aos contratos, que podem aumentar o valor da  obra em até 25%.  Uma opção em estudo é a adoção do regime de contratação por preço global, pelo qual a obra tem um preço fechado definido de acordo com todas as especificações determinadas pelo projeto executivo no momento da contratação.

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