terça-feira, 30 de Outubro de 2012 03:53h Gazeta do Oeste

Prefeita de Contagem quer PT independente na próxima gestão

A prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marília Campos (PT), defendeu nessa segunda-feira que seu partido adote uma postura de independência em relação ao governo do futuro prefeito Carlin Moura (PCdoB) e não faça parte de sua gestão. Ela  não conseguiu fazer o sucessor, o deputado estadual Durval Ângelo (PT), derrotado por Carlin no segundo turno. No cargo desde 2004, Marília Campos destacou que o programa defendido pelo eleito não é o mesmo do PT. “Mas seria precipitada qualquer postura de oposição. Temos que conhecer melhor esse futuro governo”, argumentou a prefeita.

Segundo ela, essa é uma posição pessoal que ainda tem de ser discutida com a direção do partido em Contagem. Anteontem, ao comentar sua vitória, o futuro prefeito manifestou o desejo de contar com o apoio do PT em sua administração. O problema é que a disputa no segundo turno foi muito acirrada e deixou rusgas entre as duas legendas, aliadas históricas na Assembleia Legislativa e também na gestão de Contagem. O PCdoB fez parte do governo de Marília Campos no comando da Secretaria de Esportes.

Durval Ângelo não foi localizado pela reportagem para comentar o futuro do partido.

Marília Campos afirmou não encarar a derrota de seu candidato como pessoal. Segundo ela, apesar da boa avaliação de sua gestão, os eleitores deixaram claro, logo no primeiro turno, que não queriam uma gestão de oposição e levaram para a segunda fase da disputa dois candidatos identificados com sua administração. “O futuro prefeito, durante toda a campanha, destacou sua participação no nosso governo e sua relação com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, frisou.

A prefeita alega que nem sempre uma gestão bem avaliada se reverte em votos. “Isso aconteceu em Uberlândia”, compara a prefeita, em referência à eleição do deputado federal Gilmar Machado (PT) , que venceu a disputa com o deputado estadual Luiz Humberto (PSDB), apoiado pelo prefeito Odelmo Leão (PP), cujo governo é bem avaliado. Outro fato que contribuiu para o resultado, na avaliação de Marília, foi o isolamento do PT. Carlin Moura consegui costurar uma ampla aliança, que contou até mesmo com parte do PSB, partido que indicou o vice de Durval, e no segundo turno com o PSDB.

Transição Marília publicou ontem o decreto regulamentando a transição de governo e também anunciou o pagamento antecipado para hoje do 13º salário de todo o funcionalismo, além do adiantamento dos salários de outubro e novembro. As duas antecipações vão custar aos cofres do município R$ 71 milhões. “Vamos entregar uma prefeitura com as contas todas em dia”, ressaltou.

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