terça-feira, 5 de Maio de 2015 10:47h Atualizado em 5 de Maio de 2015 às 10:49h. Jotha Lee

Prefeito alfineta adversários políticos e diz que servidor continua sendo prioridade

Vladimir Azevedo garante que manterá política de salários em dia

O prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), em entrevista exclusiva à Gazeta do Oeste, garantiu que os servidores municipais continuam sendo prioridade em seu governo. A afirmação foi feita ao ser provocado sobre a insatisfação demonstrada pela categoria, diante da redução de despesas determinada pelo Executivo, que pode atingir a setores vitais, como educação e saúde. O prefeito voltou a lembrar que durante seus dois mandatos os salários foram pagos rigorosamente em dia e reafirmou que a folha de pagamento é o principal peso nas contas do município. “A Prefeitura de Divinópolis tem peculiaridades na política remuneratória e de custeio que crescem além da capacidade de receita, mas estamos conseguindo administrar isso”, garantiu.
No ano passado, a folha de pagamento teve um crescimento de 15%, contra apenas 7% de aumento na arrecadação do município. Em 2013, a Prefeitura não conseguiu cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e a folha de pagamento superou o limite máximo de 54% da receita previsto pela Legislação. Segundo o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), em 2013, a Prefeitura de Divinópolis gastou R$ 176.855.424,35 para pagar o funcionalismo municipal, 54,23% da arrecadação no período.
O prefeito assegurou que entende o posicionamento dos servidores que na semana passada protestaram contra o corte de gastos anunciados pelo Executivo. “Na verdade, eles [servidores] têm uma discussão corporativa. Para eles, quanto mais, melhor. Isso é natural. Cada segmento defende sua parte”, afirmou. “Obviamente o gestor tem que administrar o todo, encaixar as partes, atendendo a uma política fiscal dentro dos índices constitucionais e ao mesmo tempo atender às demandas da cidade estabelecendo prioridades”, acrescentou.

 

ALFINETADA
O chefe do Executivo lembrou que é preciso manter a cidade funcionando, porém é necessário estabelecer o que é prioritário. “Sempre privilegiei e sempre atuei junto ao servidor de maneira prioritária e absoluta, não só pagando em dia, mas fizemos o Plano de Cargos e Salários da Educação, pagamento em pecúnia do vale-transporte, licença-maternidade [passou para seis meses] e o cumprimento do gatilho, que traz um impacto muito forte de dezenas de milhões de reais todos os anos na política fiscal da prefeitura”, assegurou.
Vladimir Azevedo garantiu que entende as manifestações dos servidores e aproveitou para dar uma alfinetada em prefeitos anteriores. “De minha parte, a gente entende, continuarei dessa maneira focando o servidor como prioridade e não vou ser daqueles que atrasam dois, três meses de salário para fazer um viaduto, uma ponte ou um asfaltamento. Não vou ser assim. Trabalhador em primeiro lugar e vamos desdobrando essas obras da maneira que sempre fizemos.”
Se em 2013 o município extrapolou o índice permitido pela Lei de Responsabilidade para quitar a folha de pagamento, no ano passado a situação foi diferente. A folha consumiu R$ 175.120.882,08, 42,26% da arrecadação. Nos anos anteriores da administração Vladimir Azevedo, a folha se manteve bem abaixo dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Veja o índice gasto pela Prefeitura para manutenção da folha de pagamento nos últimos cinco anos:

ANO VALOR ÍNDICE
2010 R$ 130.487.777,04 43,5%
2011 R$ 153.535.693,06 47,57%
2012 R$ 173.427.049,98 45,59%
2013 R$ 176.855.424,35 54,23%
2014 R$ 175.120.882,08 42,26%

 

 

Fonte: TCE-MG
Crédito: Jotha Lee

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