sexta-feira, 25 de Julho de 2014 07:10h

Prefeito e secretários se contradizem sobre retirada dos aguapés

Município é surpreendido por exigência do MP para adoção de medidas imediatas

Apesar da decretação do estado de emergência no Rio Itapecerica na semana passada pelo prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), em função da proliferação dos aguapés, o governo do município foi surpreendido pela decisão do Ministério Público Estadual (MPE) ao exigir a adoção imediata de medidas para contenção dos aguapés e mortandade de peixes. Em reunião na última quarta-feira, promotores do Meio Ambiente, ambientalistas e representantes da sociedade civil firmaram posição de que estas duas ações devem ser implementadas já a partir dos próximos dias.
Sob ameaça do MPE de adoção de medidas judiciais, o Executivo demonstra ter sido surpreendido pelo duro posicionamento dos promotores públicos. A decretação do estado de emergência, por enquanto, só está no papel, já que o ato ainda não foi homologado pelo Estado, o que significa que na prática ainda não tem nenhuma utilidade. Após a postura adotada pelo promotore do Meio Ambiente, Alessandro Garcia da Silva, e pelo coordenador das Promotorias do Meio Ambiente, Francisco Generoso, prefeito e secretários municipais garantiram que medidas para a retirada dos aguapés já estão em andamento, porém são muitas as contradições nas informações oficiais.
Ainda durante a reunião de quarta-feira, ocasião em que o MPE exigiu efetividade na urgência de limpeza do rio e contenção da mortandade de peixes, os secretários de Meio Ambiente, Willian Araújo, e de Operações Urbanas, Dreyfus Rabelo, garantiram que medidas efetivas serão adotadas nos próximos dias e que o prefeito trabalha com a perspectiva de que, dentro de 45 dias, uma máquina necessária para a retirada dos aguapés já esteja em operação.

 

 

 

 

FORA DO TOM
Embora tenham confirmado que os aguapés só poderão ser retirados com um maquinário específico, os dois secretários não estão com o discurso afinado. O titular da secretaria de Operações Urbanas, Dreyfus Rabelo, disse que há muitas dificuldades para conseguir a máquina, uma vez que se trata de um equipamento importado, não havendo similar nacional. Já o secretário do Meio Ambiente, Willian Araújo, informou que o equipamento já está sendo contratado. “Na verdade não é um equipamento importado. Existem empresas que estão fazendo adaptações em alguns projetos em balsas que fazem a retirada dos aguapés. É um maquinário novo que está sendo apresentado, não temos em nossa região. Nós fizemos uma pesquisa e detectamos que há uma balsa similar em Boa Esperança, que nós ainda vamos contactar. Então, na verdade, existem algumas máquinas que já estão funcionando no país e que nós já estamos entrando em contato para que elas participem do processo licitatório e possam trabalhar em nosso município”, afirmou em entrevista à Gazeta.
O prefeito Vladimir Azevedo também está fora do compasso nesta questão da máquina que vai retirar os aguapés. “Estamos contratando uma máquina chamada popularmente de papa-aguapés, que certamente vai dar uma fluidez e oxigenação mínimas na água. Isso já está sendo efetivado e essa máquina vem de Boa Esperança, já está sendo desmontada lá para ser instalada aqui e essa operacionalização e logística desse processo dura em torno de 30 dias. Então na segunda quinzena de agosto já teremos essa máquina trabalhando no Rio”, garantiu.

 

 

 

 

Crédito: Jotha Lee

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