sábado, 17 de Novembro de 2012 04:52h Carla Mariela

Prefeito esclarece sobre economia gerada com o ponto facultativo

O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), diante o cenário político que os Municípios brasileiros estão enfrentando devido queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e com Divinópolis não é diferente, falou sobre a economia gerada pelas medidas contidas no decreto de austeridade, baixado com a finalidade de contenção de despesas.

 


Ao ser entrevistado, o prefeito explicou o motivo que o levou decretar o ponto facultativo no Município. De acordo com Vladimir Azevedo, o ponto facultativo não prejudica o vencimento laboral do salário. “O objetivo do ponto facultativo é fazer economia, nessa política atípica de contenções de gastos, para se ter ideia, tem cidades do nordeste que o ponto facultativo é semanal e para nós não chegarmos ao ponto de Santa Luzia que está lá sem recolher lixo, par de alimentação dos servidores, ou como o prefeito do PV de João Monlevade, Gustavo Prandini, que está suspendendo e reincidindo as equipes da saúde da família, é isso que nós estamos assistindo em nossa região e no Brasil, tomamos então a decisão de contenções”, relatou.

 


O prefeito disse que para não chegar ao ponto em que as cidades citadas, ele está tomando várias medidas para fazer o exercício e o equilíbrio financeiro. “O ponto facultativo vem como uma dessas medidas pela economia que traz diretamente, porque o servidor não vindo trabalhar, não há um deslocamento que gere o custo do vale transporte, não há a do vale refeição e existe ainda uma economia de expediente em iluminação, consumo de água e de outras questões que impacta”, disse.

 


Sobre o decreto, o gestor de Divinópolis, afirmou que as medidas garantem os serviços essenciais. “O decreto que eu fiz, com todas essas medidas, tem um artigo que garante os serviços essenciais. A questão da saúde, que é o que deu mais reboliço, uma vez que o ponto facultativo é uma coisa que existe há muito tempo, isso é natural em todos os governos estadual, municipal e federal, e a saúde aqui sempre foi afetada pelo ponto facultativo, as unidades de saúde pararam, nós mantivemos essa regra, porém vimos que as atitudes que tomamos em época de crise devem ser gerenciadas e monitoradas, temos que nos adequando, não tem uma fórmula mágica, não tem uma bola de cristal. Já determinei que o ponto facultativo, na saúde,  farmacinha e todas as unidades, estão excetuados, ou seja, trabalho normal”, declarou.

 


Ao ser questionado se essa dificuldade que os Municípios estão passando, vai afetar as obras do Hospital Público Regional, Vladimir Azevedo, respondeu que não afeta as obras, porque o hospital é receita vinculada, lá conforme o prefeito são verbas em parceria com o Governo do Estado. “O próprio decreto fala que as obras de receitas vinculadas não sofrerão prejuízo, o hospital é uma delas, o Centro Administrativo foi afetado porque é de receita própria”, explicou.

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