Prefeito participa de movimento municipalista em Brasília

Com a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB), apresentou o decreto de número 10.851, contendo medidas de cortes

Com a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB), apresentou o decreto de número 10.851, contendo medidas de cortes para que o fim do seu mandato fosse encerrado com as contas em dia. Mas, ainda com a crise financeira instalada em todos os Municípios brasileiros, Vladimir e mais de 2.000 prefeitos, foram até Brasília na última terça-feira, para participarem de um movimento municipalista, visando buscar respostas com a ministra de relações institucionais, Ideli Salvatti, sobre as questões relacionadas com a queda do FPM que os Municípios estão enfrentando nesse fim de ano.

 


Ao retornar de Brasília, em entrevista a Gazeta do Oeste, o prefeito explicou sobre a reunião e quais os resultados desse encontro. “Essa reunião faz parte do movimento municipalista, houve uma reunião no dia 10 de outubro, quando a situação começou a se agravar, que eu não estive presente, mas que foi apresentada uma pauta ao governo federal e ele pediu esse prazo até o dia 13 de novembro para dar a resposta e com base nessa pauta foram mobilizados os prefeitos para irem até Brasília para buscar essa resposta, sendo que o que nós estamos pedindo é o nosso IPI que foi confiscado no FPM, que significa no total Brasil, um bilhão e oitocentos milhões de reais que vai fechar esse ano, que o governo federal tirou dos orçamentos municipais, somado com a crise econômica que traz uma redução de atividade econômica, trouxe essa perda toda que reflete nos Municípios”, explicou.

 


Vladimir Azevedo frisou que ele foi buscar em Brasília, o IPI, o Fundo Especial de Exportação (FEX), a Cide que é a única contribuição que de acordo com o prefeito é compartilhada e que também o Governo Federal isentou. Conforme Vladimir Azevedo foram mais de 2.000 prefeitos brasileiros nesse encontro, e de todos os partidos políticos, mostrando que não é um problema de um ou dois, de uma região ou outra, é um problema dos Municípios brasileiros. “Fomos em marcha até o Palácio do Planalto e para a nossa tristeza a ministra Ideli Salvatti, não tinha uma resposta positiva na questão do IPI, e disse que não recebeu o sinal verde da Fazenda, o que é um absurdo porque a Fazenda não tem que dar sinal verde no que não é dela, esse dinheiro é dos Municípios brasileiros, mas mesmo assim não houve uma sensibilidade por parte do Governo Federal nesse momento que todo prefeito tem que fechar as contas”, disse.

 


Entretanto, Vladimir Azevedo, afirmou que a ministra pediu um prazo de até 29 de novembro para dar uma resposta definitiva pelo fato dos prefeitos não terem aceitado a resposta do ministério da Fazenda, isso segundo o prefeito, é para o IPI confiscado dos Municípios. Ele ressaltou que no Fundo de Exportação (FEX), foi confirmado o pagamento, que será depositado provavelmente na sexta para todos os Municípios. Ainda segundo o prefeito, no caso de Divinópolis é uma receita própria de R$936 mil reais. “Divinópolis não é uma ilha isolada, ainda mais por ser uma cidade ancorada no setor metalúrgico que é um dos mais afetados. Nós temos aí as dificuldades iguais a todos os Municípios para fechar suas contas e as medidas que nós tomamos foi para viabilizar esse fechamento”, declarou.

 


Sobre a manifestação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram), na última sexta-feira na Câmara Municipal e na última terça-feira em frente à prefeitura contra o decreto, Vladimir Azevedo, disse que só quer entender que a manifestação feita foi um manifesto de apoio. “Não existe o barco do prefeito, o barco dos servidores, o barco do sindicato, o barco das ONGS, agora nós estamos falando de um barco dos Municípios. Não existe Município fraco e servidor municipal forte, a nossa defesa é uma só, eu estou entendendo que é um manifesto de apoio ao movimento e que deve contribuir para impactar menos para a sociedade e para os próprios servidores os impactos das medidas”, abordou.

 


Ao ser questionado se o manifesto ocorreu talvez por falta de diálogo entre os servidores e a prefeitura ou vice-versa, o prefeito respondeu que em época de crise não tem como ficar conversando porque senão não há avanços e que ele tomou as medidas que deveriam ser tomadas. “Depois das medidas o Sintram foi comunicado, houve uma reunião da minha representação política e técnica, junto com o Sintram que foi entendido e bem aceito e logo em seguida aconteceu essa manifestação. O decreto é um ato que eu tinha que fazer com a minha responsabilidade, os impactos dele temos que discutir e aceitamos sugestões e colaborações por parte da imprensa, por parte do sindicato, por parte dos servidores, para minimizar os impactos e para garantir o que eu mesmo coloquei no meu decreto”, encerrou.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.