quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015 04:25h Atualizado em 7 de Janeiro de 2015 às 04:29h. Jotha Lee

Prefeito prevê mais dificuldades financeiras para esse ano

Vladimir diz que alerta continuará ligado na Prefeitura

O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) concedeu uma longa entrevista com exclusividade à Gazeta do Oeste no penúltimo dia de 2014, na qual ele abordou vários assuntos. Um deles, tema de reportagem veiculada na edição de ontem, tratou da crise financeira da Empresa Municipal de Obras Públicas e Serviços (Emop). Vladimir acredita que a empresa é sustentável, mas precisa continuar rolando dívidas que vêm sendo contraídas há mais de 15 anos. Por se tratar de uma longa conversa com o chefe do Executivo, a Gazeta está publicando uma série de reportagens, nas quais é mostrada a avaliação do prefeito sobre vários temas relevantes para Divinópolis.
Nessa reportagem, o prefeito faz uma avaliação para o ano que vem e é pessimista. “Acho que vai ser um ano muito difícil”, afirmou. Para o Vladimir, a conturbada situação financeira que o município enfrenta praticamente desde o início do seu primeiro mandato, com arrecadação em baixa, aumento da inadimplência dos contribuintes e redução nos repasses governamentais, é o reflexo da crise que atingiu todo o país.
“Nós vivemos num país com economia estagnada, crescendo próximo de zero e essa é a tendência para 2015. É importante lembrar que o Brasil crescendo próximo de zero, Divinópolis cresceu 5,6% no seu PIB [Produto Interno Bruto] no ano passado. Isso mostra a pujança de uma cidade realmente empreendedora”, analisou o prefeito.
Embora o PIB divinopolitano, conforme mostrou o IBGE, tenha crescido acima da média nacional em 2014, na Prefeitura a situação foi contrária. A receita ficou muito abaixo da previsão e o prefeito ressalta essas dificuldades. “Sabemos que Divinópolis está no caminho certo, mesmo com todas as dificuldades de uma cidade que tem muitos problemas na infraestrutura e que tem muitos gargalos a serem superados”, admitiu.

 

 

INFLAÇÃO
Para o prefeito de Divinópolis, a crise nacional afeta diretamente aos municípios. “Além de estar com uma economia difícil, o Brasil está com uma inflação segura artificialmente com preços administrados e que começa agora a não ter muitos caminhos para o governo federal manter essa maquiagem no índice inflacionário. Com isso, o país tem crescimento estagnado e inflação crescente. Uma equação difícil de fechar em termos de macroeconomia”, avaliou.
Vladimir teme que essa conta seja debitada na fatura dos municípios. “A gente torce para que o país reencontre seu caminho e que os municípios não paguem essa conta, como já pagaram outras vezes, com o governo federal vindo com arrocho de redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], que reflete diretamente no repasse do Fundo de Partição dos Municípios, entre outras medidas que reduziram a receita”, critica. “Esperamos que essa crise não tenha tanto impacto nos municípios, que já estão muito sacrificados com apenas 10% da arrecadação do governo federal”, acrescentou.
Para o prefeito, a situação financeira da Prefeitura não vai mudar muito em relação a 2014. “Será mais um ano de sinal amarelo, que vamos tratar com muito cuidado, mas que vamos continuar com essas políticas estruturadoras”, garantiu. Ele assegurou ainda que apesar das dificuldades sua prioridade absoluta é manter a folha de pagamento dos servidores em dia, como ocorreu em 2014.
“São quase cinco mil servidores e o pagamento em dia é um respeito que a gente sempre coloca em primeiro plano e Deus me deu a bênção de nesses seis anos de administração manter a folha rigorosamente em dia. Manter o pagamento em dia não é importante somente para o servidor público. É também importante para o comércio local. Uma folha da Prefeitura são R$ 15 milhões que são injetados no varejo em Divinópolis”, finalizou Vladimir.

 

Crédito: Jotha Lee

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