quarta-feira, 27 de Maio de 2015 10:14h Atualizado em 27 de Maio de 2015 às 10:17h. Jotha Lee

Prefeito rebate acusação da superintendente regional de Saúde

Vladimir nega que município esteja em atraso com o Hospital São João de Deus

A audiência pública realizada ontem pela Comissão de Saúde da Assebmleia Legislativa de Minas Gerais para debater o caos no sistema público de Divinópolis e região, acabou provocando um choque entre a superintendente regional de Saúde, Glaucia Sbampato, e o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB). Esposa do vereador Marquinhos Clementino (PROS), aliado do prefeito, Glaucia afirmou que o município tem uma dívida de R$ 3 milhões com o Hospital São João de Deus.
Em entrevista à imprensa, o prefeito negou a dívida e disse que a prefeitura está rigorosamente em dia com suas obrigações junto ao São João. “A superintendente está mal informada. Todos os nossos ajustes com o Hospital São João de Deus estão devidamente acordados e sendo pagos pelo que o município usou. Vale dizer que, com a tentativa da Unidade II [antigo Pronto-Socorro Regional entregue ao São João após inauguração da UPA 24H], o Estado com sua regulação do SUS Fácil, entrou na Unidade II, regulou mais de 50% desses leitos e quer que o município pague a conta. Isso nós não vamos fazer por responsabilidade, inclusive jurisdicional, e pelo respeito que temos pelo dinheiro do povo divinopolitano”, afirmou.
Para Vladimir Azevedo, a conta que está sendo cobrada é de pacientes de outros municípios. “Com todo respeito que temos, nós não podemos pagar por pacientes de cidades vizinhas, porque ali [Unidade II] era de uso exclusivo que não estava ligado ao sistema e, mesmo porque o governo do Estado não credenciou esses leitos como era para se fazer. E os débitos que temos do município de Divinópolis, estão devidamente equacionados conforme pode ser confirmado pela direção do Hospital”, garantiu.

 

REDUÇÃO
Glaucia Sbampato disse ainda que a redução do atendimento de pacientes no São João de Deus é culpa do município. Segundo ela, a regulação do atendimento no Hospital é feita pelo município, que reduziu o teto de pacientes atendidos.  O prefeito mais uma vez afirmou que a superintendente regional de Saúde está desinformada. “Isso não procede. Talvez por desconhecimento ainda, recém-chegada. O teto é uma questão vista do movimento de internação que se dá no município e por efetivação dessas internações. Nesse quesito estão todos os municípios e é a Secretaria de Estado da Saúde (SES) responsável por essa regulação”, explicou.
De acordo com o chefe do Executivo, aumentar o teto de internações não é uma questão simples. “É uma questão que extrapola até a articulação da macrorregião e até da própria Secretaria de Estado da Saúde, que deveria liderar e chamar esse processo”, sugeriu. O prefeito revelou que a SES tem um débito com o município da ordem de R$ 500 mil, referentes à ajuda de custeio da UPA 24h. “Além desse débito, a SES não cumpriu a questão da Rede Cegonha na crise da maternidade, sequer deu resposta e está aí o prejuízo e quer cobrar e jogar a responsabilidade para os outros”, criticou.
O prefeito, Vladimir Azevedo, ficou visivelmente irritado com as afirmações da superintendente regional de Saúde e contra-atacou. “As obras do Hospital Público estão com 83% concluídos, e é uma das salvaguardas de todo esse problema de saúde, até então, cinco meses de governo e não tivemos um centavo de recurso. O Samu, que vai atender a 54 cidades, está sendo travado pelo Estado. É para esse tipo de coisa que a superintendente [de Saúde] deveria trazer uma resposta à comunidade divinopolitana”, finalizou.

 

Crédito: Jotha Lee

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