quarta-feira, 27 de Julho de 2011 08:59h Atualizado em 27 de Julho de 2011 às 09:03h. Flávia Brandão

Prefeito rebate críticas da oposição:

“Nós queremos é trabalhar e fazer a cidade progredir e a turma da picuinha, que fique na picuinha”

Os empréstimos que somam o valor de R$30 milhões, e que foram aprovados pela Câmara Municipal, autorizando a Prefeitura de Divinópolis a contratar o montante com a Caixa Econômica Federal foram publicados na última sexta-feira, 22, no Diário Oficial dos Municípios. Desde o início que foram a plenário, os três projetos geraram o embate entre vereadores da oposição,Edson Sousa  (sem partido) e Heloísa Cerri (PV)  e situação (demais parlamentares). O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) em entrevista a Gazeta do Oeste classificou os empréstimos como um “bom endividamento” e rebateu as críticas da oposição sobre a situação financeira do município.

 

 

Os projetos publicados agora como leis autorizam a Prefeitura a contratar o valor de R$750 mil para o Programa Saneamento para Todos (Lei 7381/2011); R$ 8 milhões e 750 mil para contrapartidas de Financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (Lei 7383/2011); e R$ 20 milhões para o Programa Pró-Tranporte (Lei 7382/2011).

 

Uma das críticas feitas pelo vereador Edson Sousa quando da apreciação dos projetos foi a respeito do financiamento das contrapartidas do PAC. “O prefeito está pedindo dinheiro para pagar contrapartida de empréstimo, ou seja, a Prefeitura literalmente está quebrada, eles não têm dinheiro nem para contrapartida”, declarou. Questionado a respeito dessa declaração, o prefeito Vladimir disse que se sente triste da oposição não ter a “capacidade de analisar o orçamento do município”. Afirmou que a prefeitura arca com a folha de pagamento em dia e cabe a sociedade analisar os fatos de uma forma histórica, abordando a atual situação do município, os investimentos, a situação dos servidores. “Já cantaram essa pedra desde 2009(...). Não cabe a mim, cabe a sociedade fazer esse julgamento com base aos números, aos fatos, com base na comparação de séries históricas”, disse.

 

 

Sobre a aparente interferência do Executivo nos trâmites do Legislativo - em relação aos prazos de análise - já que um acordo de líderes, articulado pelos vereadores da base, possibilitou a substituição da vereadora Heloísa Cerri (PV) - que era até então a relatora dos projetos - sendo que a urgência dos mesmos vencia em agosto, o prefeito afirmou que fomenta sim uma relação de “harmonia entre os poderes”, e que isso a própria Constituição Federal prega. “Nós prospectamos e fomentamos essa harmonia na relação entre os dois poderes, que significa a cidade andar bem. O que eles (oposição) querem é prejudicar, usar o regimento da Câmara para prejudicar, não o poder Executivo, mas a cidade. Isso eu não vou deixar como prefeito e os vereadores que tem responsabilidade com a cidade”, declarou.

 

Bom endividamento

 

 

Vladimir classifica o empréstimo como um “bom endividamento” já que irá trazer benefícios para os cidadãos como asfaltamento e calçamento de vários bairros e a revitalização do rio Itapecerica, o que se fosse feito com recursos do orçamento do próprio município poderiam demandar 30, 50 até 100 anos para resolver. “Na verdade é uma polêmica de tempestade em copo da água, de falta do que falar e de compromisso com a cidade”, disse o prefeito.

 

Mandado de segurança

 

 

Recentemente, o vereador Edson Sousa fez uma denúncia, por meio de ofício à Caixa Econômica Federal alegando que a aprovação dos projetos foi feita de forma irregular “ferindo” a Constituição Federal e “insultando” o Regimento Interno da Câmara Municipal e diante disso ele iria recorrer ao Judiciário por meio de Mandado de segurança. A respeito da ação do parlamentar, Vladimir a classificou como mais uma “trapalhada do vereador”, que a cada dia dá mais um “atestado de idoneidade” para a administração. “Ele fala que nós vamos comprar o terreno da FACED superfaturado e pagamos R$ 3 milhões e meio, vem o perito do Ministério Público e avalia R$ 4 milhões e 200 mil. Então é o vereador do factóide, que não contribui para o desenvolvimento da cidade e nós queremos é trabalhar e fazer a cidade progredir e a turma da picuinha, que fique na picuinha”, finalizou.
 

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