sexta-feira, 17 de Junho de 2011 11:22h Flávia Brandão

Prefeito rebate sugestão de vereador para tratamento do esgoto

?É uma tese (...) não cabe testá-la em Divinópolis, no curto prazo, já que o Rio Itapecerica está morrendo?

O vereador Roberto Bento (PTdoB) apresentou na última semana a Indicação CM 483/2001,  que sugere uma alternativa para o tratamento do esgoto municipal por meio de parceria com  o Governo do Estado, o Município e as 50 maiores empresas de Divinópolis de forma a repassar parte do  ICMS  para construção das obras de tratamento do esgoto municipal  e recuperação do Rio Itapecerica, sendo que após o término o município seria responsável pela cobrança da taxa de manutenção através do IPTU.  A intenção do vereador ao apresentar a indicação foi justificada para evitar a cobrança de possíveis tarifas altas por parte da Copasa.  Mas a indicação na opinião do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) - apesar de ressaltar que toda idéia é bem vinda - é “uma tese, um experimento, que não existe em nenhum lugar de Minas Gerais, no Brasil e nem no mundo  e não cabe testá-la em Divinópolis, no curto prazo, já que o Rio Itapecerica está morrendo”.


O prefeito Vladimir afirma que é urgente o salvamento do Rio Itapecerica, visto que são despejados 25 metros cúbicos por dia em suas águas e destaca que nesse quesito as empresas têm uma responsabilidade, visto que pelo licenciamento ambiental as mesmas têm que tratar seus esgotos e resíduos e cabe ao poder público resolver o problema do esgoto doméstico. “Cabe a todos nós, Prefeitura, Estado, população resolver o problema do esgoto doméstico. Nesse sentido o modelo do vereador não existe em lugar nenhum, é uma ideia, que já não nós cabe testá-la em Divinópolis em curto prazo, já estamos em fase de projeto.  O contrato  foi assinado e é o primeiro  da história que  foi assinado já com a ordem de serviço de imediato pelo governador e pelo presidente da Copasa”, declarou.


O prefeito salientou também que não são só valores e obras, é preciso considerar a manutenção do tratamento  que no mínimo estará na casa de R$ 6 milhões e meio por ano, além do investimento de R$150 milhões, que será feito ao longo dos cinco anos, prazo estipulado para recuperação do Rio Itapecerica. 


O vereador Roberto Bento na ocasião que apresentou sua indicação a Câmara afirmou que o prefeito tinha a “caneta na mão” e bastava vontade política dele e do governador Anastasia para refazerem o contrato com a Copasa. O prefeito Vladimir rebateu o argumento do vereador: ”A questão da caneta na mão é justamente para salvar o rio de imediato e estamos exatamente fazendo isso. De uma omissão histórica nós estamos criando uma solução histórica”, declarou.


Tarifas altas


Questionado como está lidando com as críticas a respeito das possíveis altas tarifas a serem cobradas da população, o prefeito afirma que é preciso tirar em “primeiro lugar um pouco da demagogia e da politicagem”, visto que não existe em nenhum lugar de Minas, do Brasil ou do mundo um sistema de tratamento do esgoto sem tarifa . Além disso, ressaltou que em um contexto urbano todos são responsáveis por geração de resíduos sólidos e líquidos todos os dias e da mesma forma todos são  responsáveis pela destinação sustentável desses resíduos na natureza. “O rio já está começando a ser salvo com os projetos do Executivo e tem data para acabar de 60 meses. A tarifação é pública, é razoável e gera até outra questão, que nós levará a começar a refletir, já que a tarifa de esgoto será lastreada no consumo da água, ou seja, isso vai induzir todos nós a termos um consumo mais consciente da água. (...) Então a tarifa será dentro da média nacional e não é terrorismo com factóides, que vão mudar esse cenário. Nós temos que encarar e comemorar esse momento histórico de salvamento do Rio Itapecerica, que é um sonho e também um dever de todos nós”, finalizou Vladimir.

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