terça-feira, 7 de Maio de 2013 07:18h Atualizado em 7 de Maio de 2013 às 13:02h. Carla Mariela

Prefeito se pronuncia sobre lei que impede manifestantes de apresentarem posição contrária a seu governo

Segundo Vladimir Azevedo, a ação já está acontecendo de forma periódica na cidade para manter a ordem pública

O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), destacou durante entrevista, ontem (06), sobre a lei que possibilita o impedimento de líderes comunitários de realizarem ações contra o seu governo no quarteirão fechado na Rua São Paulo. Conforme o prefeito, ele é uma pessoa de perfil totalmente democrático e que estas pessoas que estão tentando agredir a sua imagem, não estão tendo o respeito com ele que foi eleito pela maioria do povo de Divinópolis.

A reportagem da Gazeta do Oeste já mostrou em edições anteriores, que os líderes comunitários da Associação dos Amigos das Nascentes de Divinópolis (AMINAS) e da Frente Popular Compromisso com Divinópolis, estão há mais de um mês colhendo assinaturas de cidadãos que estão insatisfeitos contra a administração do prefeito. O objetivo destes líderes é fazer com que haja o impeachment do gestor. As manifestações iniciaram com uma passeata e entrega de panfletos no dia 07 de março, com saída da praça da catedral seguindo para o quarteirão fechado da Rua São Paulo e permanecendo neste local.

O presidente da Frente Popular Compromisso com Divinópolis, Arnaldo Batista, no dia 07 de março, relatou que a campanha denominava-se: “O povo põe, o povo tira - Fora Vladimir”. A intenção deste lema, segundo Arnaldo Batista, é chamar atenção da população do município relatando que assim como o povo tem o direito de colocar o gestor para atuar a frente do Poder Executivo, o povo também tem o direito de tirá-lo. “Nós achamos que já passou da hora desse prefeito sair, ele nem deveria ter sido reeleito, a nossa campanha é para tirá-lo e chamar novas eleições”, disse.

Os principais fatores que estavam apresentados no panfleto e que deixou os líderes comunitários indignados foram referentes à Copasa que apresentou um aumento de 50% a partir de janeiro deste ano nas contas mensais. Houve também a reivindicação do aumento da passagem do transporte coletivo de R$2,25 para R$2,45, o aumento dos salários dos vereadores, secretários, prefeito, enquanto o salário mínimo aumentou 6.8% e a aposentadoria 7.2%, além disso, também estão às obras do PAC que para os líderes comunitários estão paradas, a indústria das multas e do rotativo e a venda do patrimônio municipal.

Para Vladimir Azevedo, chega um momento que a tolerância muda pelo próprio bom senso. Ele destacou que saiu vitorioso nas eleições, que ele é diplomado e é o prefeito com todo o direito legítimo. Aqueles que estão tentando agredir a sua imagem, atingir o seu governo, mostram primeiro a falta de respeito com a sua autoridade de prefeito eleito pelo povo de Divinópolis que é uma Instituição que deve ser protegida. “Mesmo que não gostem de mim, isso não importa, mas a atitude dos manifestantes é um atentado contra a própria democracia, pois fui eleito democraticamente, dentro das leis vigentes do país, diplomado pela justiça eleitoral. Não tenho processo de improbidade, nem de outro aspecto, tenho uma conduta que incomoda muita gente, que não dão conta de ganhar as eleições nas urnas, não dão conta de ter a confiança do povo e ficam perturbando a cidade, e aí fica um ponto mais triste que é a falta de amor e respeito à própria cidade de Divinópolis. Fico indignado com isso e entendo que temos que manter a ordem pública e fazer valer as leis da nossa cidade”, disse.

O prefeito ainda salientou que ele entende que tem que haver muita cobrança no sentido de quem está prejudicando o comércio, prejudicando várias pessoas no irem e virem do dia a dia, incomodando muita gente. O prefeito finalizou ressaltando que parece que os manifestantes não querem aceitar a vontade do povo e que ele vai continuar o seu governo de forma plena. “Será uma ação de rotina, onde não pode ter ocupação de ruas, de calçadas, desta forma ilegítima, de forma permanente, armando tendas, colocando mesa, colocando som, a cidade precisa estar em ordens. A ação está acontecendo de forma periódica na cidade para manter a ordem pública, os toureiros, ambulantes ilegais, toda essa questão de ocupação ilegal da calçada como respeito à ordem pública, ao meio ambiente, ao cidadão de bem do município”, finalizou.

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