terça-feira, 16 de Junho de 2015 11:11h Atualizado em 16 de Junho de 2015 às 11:13h. Jotha Lee

Prefeitura e sindicato fazem nova rodada de negociação em busca de acordo salarial

O acordo salarial entre o Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) e a Prefeitura de Divinópolis não vai incluir o aumento de 7% pretendido pelos servidores

Pelo menos essa é a posição da Prefeitura. Não houve acordo na reunião ocorrida na semana passada, quando foram iniciadas as discussões sobre o pedido de aumento real de 7% formulado pelo Sindicato e nova tentativa de entendimento ocorrerá amanhã, quando acontece a segundo reunião para tratar do assunto. Pela Prefeitura, as negociações estão sendo conduzidas pelo Conselho de Acompanhamento Administrativo e Financeiro (Caaf), que acena para dificuldades nas negociações com os servidores.
Ontem o presidente do Caaf, secretário municipal de Fazenda, Antônio Castelo, confirmou que a folha de pagamento continua sendo o grande peso na administração do município. Segundo ele, o crescimento vegetativo da folha está girando entre 10% e 12% ao ano, enquanto a arrecadação sobe em proporção muito mais baixa, ficando em torno de 5%, o que deve inviabilizar a concessão do aumento pretendido pelos servidores. O secretário não bateu o martelo, mas deu o entendimento de que não há possibilidade de concessão do reajuste pretendido agora. 
De acordo com Antônio Castelo, a crise financeira que atinge a Prefeitura pode se agravar ainda mais com um aumento de 7% para os servidores. Segundo ele, na reunião de amanhã, o Caaf vai apresentar ao Sintram os números negativos que a Prefeitura está administrando. “Vamos mostrar ao Sindicato todas essas dificuldades para que eles fiquem conhecendo o que nós já conhecemos”, afirmou. “Depois que apresentarmos esses números vamos tentar negociar”, acrescentou o secretário, dando a entender que dificilmente a Prefeitura cederá para a concessão do aumento pretendido.
A presidente do Sintram, Luciana Santos, não comentou o assunto. Através da assessoria de imprensa do Sindicato, ela apenas confirmou o encontro marcado para amanhã e não deu nenhum posicionamento sobre a possibilidade de o município negar o reajuste.

 

SEM AUMENTO
Na semana passada, o Jornal Gazeta do Oeste antecipou que a Prefeitura vai negar o pedido de aumento feito pelos servidores municipais. Ontem, a mesma a fonte foi ouvida e confirmou que é inviável ao município conceder qualquer elevação nos salários agora. Um aumento de 7%, segundo a fonte, representaria um impacto mensal próximo de R$ 3 milhões na folha de pagamento e a Prefeitura não tem suporte financeiro para isso.
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), que prevê gastos, investimentos e receitas para o município em 2015, começa a tramitar essa semana na Câmara Municipal. A proposta chegará com previsão de receitas e despesas da ordem de R$ 525 milhões para 2016 e traz como grande preocupação o aumento dos gastos com pessoal, que podem chegar ao total de R$ 270 milhões, incluindo obrigações patronais, Câmara e Prefeitura.

 

Crédito: Jotha Lee

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