segunda-feira, 29 de Abril de 2013 04:42h Estado de Minas

Prefeituras de Minas são contempladas com investimentos de mais de R$ 3 bilhões

A pouco mais de um ano das eleições de 2014, em que serão escolhidos presidente e governadores, entre outros cargos, os prefeitos são a bola da vez. Em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do país, com 14 milhões de eleitores divididos em 853 cidades, não é diferente. Nos quatro primeiros meses do ano eles foram contemplados como nunca com bilhões de reais em financiamentos, equipamentos, anúncios de parcerias federais e estaduais e com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) em eventos municipalistas. Se antes viviam de pires na mão, agora as ofertas chegam fácil. Apontados como catalisadores das campanhas pelo interior do estado, eles desfrutam de um momento de boa vontade por parte dos potenciais candidatos ou de aliados deles, que se armam para tentar atrair a maior parte possível de uma base dividida em Minas.

Dilma, que tenta a reeleição no ano que vem, procura ganhar mais espaço em sua terra natal, marcada como reduto do senador Aécio Neves (PSDB), que deve ser o seu principal adversário no pleito. Atrelado à imagem da petista está o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que sempre a acompanha nos eventos pelo estado. Já Anastasia, que deve concorrer ao Senado, pois não pode mais tentar a reeleição, tem sempre com ele Aécio e dois pré-candidatos ao governo de Minas: o seu vice, Alberto Pinto Coelho (PP), e o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PSDB).

Se a presidente Dilma recebeu boa parte dos prefeitos mineiros em um encontro com os chefes dos executivos municipais em janeiro, Anastasia vem recebendo grupos de 20 a 30 deles quase semanalmente para ouvir demandas e apresentar ações. A petista anunciou, por atacado, R$ 66,8 bilhões para todas as prefeituras do Brasil em recursos federais destinados a parcerias em diversos setores, como obras para saneamento, pavimentos e mobilidade urbana. Anastasia disse que Minas é o mais municipalista dos estados. Já Dilma, sem muita afinidade com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), vem se aproximando da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e assumiu o discurso de mais autonomia para os municípios.

Há duas semanas, Anastasia reuniu cerca de 400 prefeitos na Cidade Administrativa, onde anunciou um programa de financiamento com valores entre R$ 350 mil e R$ 1,5 milhão por prefeitura para projetos de infraestrutura viária, máquinas, equipamentos e veículos. No total, os cofres mineiros vão destinar R$ 2,1 bilhões aos prefeitos no Pró-Município para socorrer as cidades prejudicadas pela queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na semana passada foram mais R$ 700 milhões anunciados em créditos para investimentos com recursos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). A boa-nova foi informada no lançamento de uma parceria para levar o choque de gestão tucano às prefeituras.

Máquinas

Dilma não deixou por menos. Em dois dias de visita a Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, em 15 e 16 de abril, liberou R$ 52,8 milhões para estudos de viabilidade do metrô da capital mineira, entregou 1.640 unidades do programa de habitação Minha casa, minha vida e anunciou investimentos de R$ 450 milhões em uma fábrica de insulina que será instalada em Nova Lima. A atenção especial aos prefeitos ficou por conta da entrega de 50 retroescavadeiras, 58 motoniveladoras e 19 ônibus escolares a mais de 100 prefeitos. Os presentes foram cumprimentados um a um e ainda posaram para fotos com a petista, que anunciou: serão contemplados 764 dos 853 prefeitos mineiros.

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