quarta-feira, 4 de Novembro de 2015 09:34h Atualizado em 4 de Novembro de 2015 às 09:39h. Jotha Lee

Presidente da Câmara diz que desabamento da semana passada foi provocado por uma série de fatores

Teto do prédio do Legislativo passará por reparos para evitar novos acidentes

O presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Rodrigo Vasconcelos de Almeida kaboja (PSL), usou seu pronunciamento na sessão de ontem, para falar oficialmente, pela primeira vez, sobre o desabamento ocorrido no prédio do Legislativo, em razão da forte chuva que caiu na tarde de terça-feira da semana passada. As calhas de escoamento não suportaram o volume de água que desceu pelo teto e invadiu o Departamento Legislativo e duas salas da Secretaria Geral, provocando o desabamento do forro de gesso e danificando móveis, equipamentos e documentos. Dois funcionários, um deles o secretário geral da Câmara, Flávio Ramos de Assis Pereira, encontravam-se nas salas no momento do desabamento, mas não sofreram ferimentos graves.
O desabamento aconteceu por volta de 17h30, quando a sessão ainda estava na fase dos pronunciamentos. Na ocasião, alegando um “probleminha”, Rodrigo Kaboja usou o regimento para retirar da pauta os projetos que estavam na ordem do dia e encerrou a sessão imediatamente.
Ao discursar na sessão de ontem o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, afirmou que o Legislativo foi surpreendido pelo grande volume de água. ”Estamos retomando os trabalhos depois de sermos atingidos pela forte chuva de terça-feira passada que alagou diversos quarteirões, trouxe prejuízos para dezenas de pessoas e afetou diretamente o funcionamento deste Parlamento Municipal. Com as constantes e surpreendentes mudanças no tempo fomos surpreendidos pela antecipação das pancadas de água que antes eram mais comuns no verão já que estamos em plena Primavera”, afirmou.
Rodrigo Kaboja disse ainda que o desabamento foi motivado por uma série de fatores, sem, contudo, enumerá-los. “Aproveito este momento não para estabelecer caça às bruxas e apontar culpados de qualquer situação porque quando os acidentes acontecem, seja ele qual for, não existe apenas uma causa direta, mas sim uma série de fatores que se somam para ocasionar o sinistro”, assegurou.

 

 

SUPER ESTRATÉGICO
Segundo Rodrigo Kaboja, o acidente atingiu setor super estratégico do Legislativo, o que motivoU a suspensão do expediente na Câmara, que só foi retomado ontem, “O importante é que, apesar do estrago ocasionado pelo forro de gesso que cobria toda a sala da Diretoria Legislativa ter despencado no coração desta instituição, conseguimos recuperar o funcionamento do setor super estratégico do Poder Legislativo. Teremos que contratar uma empresa especializada para instalar mais pontos de vazão no telhado que fica sobre o fundo da Câmara Municipal. Daqui pra frente será cada vez mais comum as violentas precipitações de água fora do tempo e temos que estar preparados para elas”, garantiu.
Na quarta-feira passada a Defesa Civil vistoriou o prédio do Legislativo e nenhum dano estrutural foi constatado. De acordo com o secretário municipal de Operações Urbanas e coordenador da Defesa Civil, Dreyfus Rabelo, nenhum dano foi causado à estrutura. Segundo ele, o desabamento do forro de gesso foi causado pelo grande volume de água. Disse ainda que, apesar de as calhas serem grandes, elas estavam entupidas por um grande volume de folhas, o que vai de encontro ao posicionamento do presidente da Câmara, que anunciou ontem a necessidade de aumentar os pontos de vazão.
As três salas atingidas pelo desmoronamento na Câmara passaram por uma reforma iniciada em 5 de novembro de 2012. O objetivo era adaptar a estrutura do prédio da Câmara, em função do aumento do número de vereadores, que subiu de 13 para 17 cadeiras.  Em janeiro de 2013, as obras do primeiro piso estavam concluídas, com todos os gabinetes dos 17 vereadores em funcionamento. Já as obras do segundo piso, que incluíam a reforma do plenário e a construção das três salas que foram atingidas pelas chuvas, só foram concluídas em março do mesmo ano. Inicialmente orçada em R$ 133.468,04, a obra teve um aditivo contratual, que elevou o valor em 50%, sendo concluída ao custo de R$ 221.895,46. A empreiteira responsável pela obra foi a Trans-Alves Transportes e Serviços, contrata na administração do vereador Anderson Saleme (PR), então presidente da Câmara.

 

Créditos: Jotha Lee

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