quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014 04:49h Atualizado em 10 de Dezembro de 2014 às 04:53h. Jotha Lee

Presidente da Fiemg critica nova data para operação da linha aérea

Afonso Gonzaga diz que ainda acredita, mas alfineta: “é muita incompetência”

A matéria veiculada ontem com exclusividade pela Gazeta do Oeste, sobre a realidade a respeito da data em que deve entrar em operação a linha aérea ligando Divinópolis a Campinas, repercutiu dentro da classe empresarial da cidade, principal interessada na ligação comercial com o Estado de São Paulo, maior centro econômico do país.
Conforme informações obtidas pela reportagem junto à Azul Linhas Aéreas, a empresa protocolou na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o pedido de liberação dos voos a partir de 2 de fevereiro do ano que vem. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a companhia jamais trabalhou com perspectiva de iniciar as operações antes dessa data, em função da demora nas adequações no aeroporto exigidas pela Anac. A Azul não quis comentar os atrasos nas obras.
O presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Afonso Gonzaga, reagiu com ironia e certa desconfiança sobre o futuro da prometida linha aérea, que a princípio deverá ofertar voos, à exceção de quinta e domingo, ligando Divinópolis a Campinas, cidade localizada por terra a 70km da capital paulista.
A reportagem conversou com Afonso Gonzaga ontem no início da manhã. Ele ainda não havia lido a reportagem e, ao ser informado do motivo da ligação, reagiu com risos, seguidos de muitas críticas à demora na concretização da ligação aérea comercial para o estado paulista. “Eu venho cobrando isso faz tempo, mas infelizmente a morosidade do município nos deixa sem esperanças”, criticou.

 

 

“AINDA ACREDITO”
O presidente da Fiemg Regional lembrou que já se reuniu com empresários de toda a região e em todos os encontros recebeu respaldo positivo. “Toda a região está interessada nessa linha aérea, tivemos o apoio de todo o empresariado”, afirmou.
Gonzaga lembrou que foi o intermediário no início das negociações para a implantação da linha aérea, acrescentando que a Azul precisa desta linha para Divinópolis. Segundo ele, em função de razões fiscais que ele não explicou, entre a companhia e o governo do Estado, a Azul precisa de 10 bases em Minas Gerais. “Hoje só tem nove, pois perdeu Juiz de Fora. Essa linha era disputada por três cidades e a Azul optou por Divinópolis. Agora, com essa demora do município em cumprir sua parte, temo que a empresa possa acabar desistindo”, assegurou.
Ele criticou, ainda, os horários de voos anunciados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A Azul solicitou à Anac saída de Divinópolis às 13h15, com retorno saindo de Campinas às 15h15. “O que será possível fazer em pouco mais de uma hora em São Paulo, ainda mais tendo que se deslocar via terrestre de Campinas até a capital? O ideal são os voos saindo de Divinópolis por volta de 6h30 e de Campinas as 20h30. Assim teríamos o dia inteiro para resolver negócios em São Paulo, com calma e sem correria. Na forma que está, não vai adiantar muita coisa”, resumiu.
O presidente da Fiemg Regional Centro-Oeste, apesar das críticas, tenta manter o otimismo. “Eu ainda acredito, mesmo sabendo da incompetência da gestão pública. É muita incompetência administrativa. Vamos continuar aguardando que nossa administração tome decisões com mais rapidez”, espera.
O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acid), Carlos Moacyr Meira de Aguiar, não quis aprofundar uma avaliação sobre essa demora na implantação da linha aérea. “Como se trata de algo que ainda não foi iniciado, não se pode saber que tipo de prejuízo poderá ocorrer pela demora. Ainda é cedo para avaliar se haverá algum transtorno”, disse.

 

Crédito: Jotha Lee

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.