quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013 04:07h Atualizado em 9 de Janeiro de 2013 às 04:11h. Carla Mariela

Projeto da venda de 243 imóveis é aprovado apesar das manifestações

Não adiantou a manifestação da população no Teatro Municipal Usina Gravatá, pois o projeto que corresponde à venda dos imóveis foi aprovado por 12 votos favoráveis e 4 contrários.

O projeto 081/2012, de venda dos 243 imóveis no Município de Divinópolis que foi apresentado no ano passado, havia sofrido recomendações ainda no ano de 2012 do Ministério Público para não entrar para a votação. Os parlamentares atenderam as orientações do Ministério Público e não votaram o projeto. Para a surpresa de alguns dos cidadãos divinopolitanos, já no início deste ano, na 1ª Reunião Ordinária, foi montada uma Comissão Especial, composta pelos vereadores Adilson Quadros (PSDB), Dr. Delano Santiago (PRTB) e Eduardo Print Júnior (PDT) para analisar uma mensagem modificativa neste projeto elaborada pelo Poder Executivo, que foi analisada e ontem teve um parecer favorável desta comissão mediante a mensagem. Assim o projeto 081/2012 foi incluso, votado e aprovado com 12 votos favoráveis e 4 contrários. 
O vereador Adair Otaviano (PMDB), um dos parlamentares que votou contra o projeto, chegou até a se retirar do plenário pelo fato de ter tentado pedir sobrestamento sobre a proposta de lei e não ter tido a atenção do presidente da Câmara Municipal, Rodyson do Zé Milton (PSDB). Otaviano manifestou que o Executivo Municipal por mais bens e imóveis que tenha não se dá o direito de se desfazer de outros bens. Conforme, Adair Otaviano é justamente o que está acontecendo, uma vez que o Executivo está baseando em terrenos, em bens e imóveis que já foram comprados para justificar a venda dos 243 imóveis, haja vista imóveis que os divinopolitanos podem precisar deles no futuro.
Já o parlamentar, Anderson Saleme (PR), que também votou contra, relembrou a recomendação do Ministério Público enquanto ele estava na presidência. Segundo Saleme, a orientação vinda do Promotor, Dr. Ubiratan Domingues, era para que os vereadores não votassem a matéria da venda dos imóveis sob risco de ações contra os parlamentares, por isso, Saleme, disse que votou contrário ao projeto, porque estava se sentindo inseguro.
O vereador Edimilson (PT) e o Hilton de Aguiar (PMDB), também votaram contra.
Um dos parlamentares que em seu pronunciamento afirmou que se fosse para o benefício da população votaria a favor ao projeto foi Edmar Rodrigues (PSD). O vereador Marcos Vinícius (PSC), por exemplo, durante o seu pronunciamento solicitou que gostaria de analisar o projeto, mas no final também foi favorável.
Com o Teatro Municipal Usina Gravatá cheio e com as manifestações da população, após a votação do projeto, o presidente da Casa Legislativa, justificou que ele como presidente é imparcial e tem que respeitar o plenário soberano. Para ele a manifestação contrária ou favorável é sadia e faz parte da democracia.
“Deixei a reunião transcorrer de uma forma plena e assim foram discutidos, argumentados. Suspendi a reunião para que os vereadores pudessem se informar melhor para que eles tivessem condições no momento de votação e assim foi respeitado o regimento e colocado o projeto em caráter de urgência e foi apreciado, votado e aprovado”, abordou.
Sobre a queda de todas as emendas propostas referentes ao projeto, o vereador disse que coube a cada vereador a responsabilidade do seu voto.
Por fim, o projeto foi aprovado com 12 votos favoráveis e 4 contra. Os parlamentares que votaram contra foram: Adair Otaviano (PMDB), Anderson Saleme (PR), Hilton de Aguiar (PMDB) e Edimilson (PT), o outros votaram a favor.
Lei Orçamentária Anual também foi aprovada:
A Lei Orçamentária Anual (LOA), que deveria ser votada antes que os vereadores entrarem de recesso, foi aprovada ontem por unanimidade com 16 votos favoráveis. A partir de agora os vereadores estão de recesso e retornarão as atividades somente no mês de Fevereiro.

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