quinta-feira, 15 de Outubro de 2015 09:56h Atualizado em 15 de Outubro de 2015 às 10:00h. Thais Fernandes

Projeto de lei que visa preservar a saúde dos frentistas é aprovado

O projeto apresentado pelo vereador Rodrigo Kaboja proíbe o abastecimento de combustível após acionada a trava de segurança da bomba abastecedora

O projeto aprovado foi feito visando preservar a saúde dos trabalhadores de postos de combustível, mais especificamente os frentistas, que durante todo o expediente de trabalho, têm contato com uma grande quantidade de vapores expelidos no momento do abastecimento.
Torna obrigatório, através de Lei Municipal, o abastecimento de veículos somente até o travamento automático de segurança, existente na bomba de combustível, não sendo possível mais atender os clientes “enchendo o tanque até a boca”.
A lei estabelece multa para o proprietário do posto que solicitar e/ou permitir que seus funcionários a desobedeçam. O descumprimento do disposto implicará no valor de R$ 1.500, aplicada em dobro em caso de reincidência. Os valores arrecadados com as possíveis multas a serem aplicadas, serão destinados ao Fundo Municipal de Saúde, que deve realizar programas sobre saúde do trabalhador.
Dentre os componentes da gasolina, existe um componente chamado benzeno, é comprovado que em contato com o ser humano, ele provoca efeitos como alucinação, taquicardia, pulso irregular, distúrbio da palavra e depressão, e se em excesso, pode evoluir para o coma e morte. Há também os danos gerados ao veículo, porque todos os tanques têm um limite estabelecido pelas montadoras. Se ele receber combustível além do necessário, esse excesso atingirá o filtro de cânister, uma peça responsável por evitar que gases tóxicos, como os hidrocarbonetos, cheguem ao meio ambiente. O líquido irá molhar a peça, que tem carvão por dentro, e além de prejudicar a peça, que precisará ser trocada, o combustível no cânister faz soltar as partículas de carvão que existem dentro dele. O carvão acaba parando no tanque e pode ser sugado pela bomba de combustível, provocando falhas quando chegar ao sistema de injeção.
A bomba do posto tem um sensor justamente para detectar o limite do tanque. Ela corta o abastecimento automaticamente ao detectar que o reservatório está cheio.
Para Justificar mais facilmente esta operação pelos frentistas, será afixado um cartaz próximo à bomba de combustível elaborado pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Divinópolis e região, que são os maiores interessados e responsáveis pela manutenção do trabalho e preservação da saúde de seus sindicalizados, com os seguintes dizeres “PROIBIDO ABASTECER APÓS O TRAVAMENTO DA BOMBA – LEI MUNICIPAL...”.
O projeto, que foi aprovado em reunião, aguarda somente a publicação do Prefeito Vladimir Azevedo para entrar e vigor.
Opinião dos frentistas e beneficiados
O frentista, Rogério Antônio, trabalha em um posto de Divinópolis há mais de 10 anos e comentou que já se sentiu mal durante o trabalho, não sabe se foi por causa do benzeno, mas diz estar feliz com essa lei “vai ser ótimo, já passou da hora de fazerem algo a respeito”.
Ele nos informou também que muitas das vezes, o cliente gosta de ver o combustível na “boca do tanque”, mostrando que a população tem pouco conhecimento sobre os riscos para o frentista, para seu veículo, e para o meio ambiente.

 

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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