quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012 04:11h Atualizado em 13 de Dezembro de 2012 às 04:16h. Carla Mariela

Projeto de Libras é aprovado na Câmara Municipal após sete meses

Rodyson do Zé Milton, autor do projeto, disse que está feliz com a aprovação. Segundo o parlamentar, o resultado final foi um avanço

O projeto de Libras CM 009/2012, de autoria do parlamentar Rodyson do Zé Milton (PSDB), apresentado na Câmara Municipal de Divinópolis, após permanecer em análise e ser colocado em pauta por várias reuniões ordinárias para as discussões por meio dos vereadores, ele finalmente foi aprovado no encontro legislativo da última terça-feira.
A proposta de lei apresentada por Rodyson do Zé Milton, ressaltava que todos os estabelecimentos de saúde da cidade, deveriam ter um profissional qualificado em libras, para facilitar o atendimento aos pacientes que utilizam esse meio de comunicação no seu dia a dia. Quando iniciou a apresentação do projeto na Casa Legislativa, o vereador havia explicado para a reportagem da Gazeta do Oeste, que esse projeto solicita ao Executivo, que este, determine que todas as clínicas, hospitais públicos e privados, tenham um intérprete de libras, uma vez que o médico não está preparado para atender os pacientes que precisam se comunicar por meio dos sinais.
“Se um paciente chega ao hospital passando mal, o médico ainda tem dificuldade de entender o que ele está sentindo, por isso, nós queremos colocar no hospital um profissional qualificado para ocupar esse espaço e auxiliar os agentes de saúde, para facilitar no atendimento do paciente”, relatou.
O projeto chegou até receber o apoio da Instituição de Ensino Funedi, por meio do ofício que o professor Gilson Soares, para o gabinete do vereador Rodyson do Zé Milton. O ofício abordava que esse projeto é uma forma rápida e barata de resolver um problema que deve afligir muitas instituições e órgãos públicos. No ofício continha projetos de parcerias em apoio à proposta.
Em novembro, o projeto havia sido sobrestado novamente, dessa vez pelo vereador Antônio Paduano (DEM), a pedido do autor da proposta, com o pedido , o projeto teria mais tempo para ser analisado. O autor da lei destacou que como já havia feito o pedido de sobrestamento pelo PSDB, o projeto ficou prejudicado, então ele solicitou ao vereador Antônio Paduano que sobrestasse o projeto para que ele pudesse ser melhor discutido junto à entidade da Sociedade dos Surdos.
Conforme Rodyson do Zé Milton, o projeto, ficou prejudicado devido a uma emenda da vereadora Dra. Heloísa Cerri (PV), a qual passou de 10 para 28 funcionários. “A proposta ficou prejudicada por causa dessa emenda da parlamentar. Então, entendemos que em Divinópolis são poucas entidades acima de 28 funcionários, então vai prejudicar muito o projeto, a essência dele. O que nós queremos é abranger mais, com isso, ter o projeto como modelo e exemplo no Brasil, de trabalho e inclusão social de um importante público que são os surdos. Queremos pessoas que saibam se comunicar da forma deles, para não tirar a sua privacidade e liberdade numa consulta, em um exame, aonde ele seja bem atendido em qualquer situação. Que ele tenha a sua independência e que ao procurar os mecanismos públicos na cidade seja melhor acolhido e atendido”, destacou.
Na última reunião de terça-feira, o parlamentar, informou durante o seu pronunciamento, que depois do projeto ter tido emendas que o impediam de ser aprovado, ele explicou que havia refeito o Projeto de Lei. Durante o encontro, ele comentou da resistência pela aprovação da matéria, e após debates relacionados com o projeto, por meio da Dra. Heloísa Cerri (PV), Rodyson do Zé Milton (PSDB) e demais vereadores, o projeto foi finalmente foi aprovado. No plenário legislativo os cidadãos que utilizam os sinais de libra para se comunicarem, ficaram felizes com a aprovação e em forma de sinais, fizeram gestos saudando a confirmação da votação.
“Depois de mais de sete meses de luta, eu fico muito feliz com a aprovação do projeto, foi um avanço na inclusão social, porque dá liberdade, independência, privacidade sem constranger essas pessoas que são surdas, e que merecem carinho e atenção. Fico feliz porque Divinópolis vai ser exemplo para outras cidades, inclusive, cidades como Ipatinga procurou o nosso projeto para servir como modelo e ser aplicado lá. Agradeço a Funedi pelo apoio, a entidade Sociedade dos Surdos e a imprensa”, disse Rodyson.

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