sexta-feira, 13 de Abril de 2012 14:57h Carla Mariela

Projeto que proíbe profissionais da saúde usarem vestimentas fora do trabalho é aprovado

A Reunião Ordinária, realizada ontem, na Câmara Municipal de Divinópolis, às 14hs, apresentou cinco propostas de lei que seriam debatidas pelos parlamentares para possível aprovação. Entre os projetos estavam: a proibição dos profissionais de saúde de utilizarem equipamento de proteção individual, inclusive jalecos, aventais e outras vestimentas especiais fora do ambiente de trabalho. O outro projeto estava relacionado com o destaque cultural do ano, e os outros estavam relacionados com a denominação de ruas da cidade. Todos foram votados e aprovados. Mas, embora tenham sido aprovados, um dos projetos que chamou mais atenção e que apresentou 8 votos a favor e 3 contra foi o da proibição dos profissionais de saúde usarem as vestimentas próprias da função  fora do ambiente do trabalho.
De acordo com o autor da proposta, Hilton de Aguiar (PMDB), a aprovação do projeto é satisfatória, pois é uma lei que já tramitava na Casa Legislativa já havia 1 ano. “Essa proposta já foi aprovada em São Paulo, em Belo Horizonte, e o objetivo principal é fazer com que as pessoas tenham o cuidado para que os equipamentos sejam utilizados apenas dentro do hospital devido à possibilidade de contaminação. Algumas escolas federais, inclusive de Divinópolis, apontaram esse problema, então foi por isso que eu criei esse projeto”, afirmou.
A parlamentar Heloísa Cerri (PV), foi contra ao projeto e justificou a sua opinião no momento do voto. “Esse projeto é de um contrassenso absurdo, pois como que você vai proibir, e nós estamos falando aqui de vestimentas especiais usadas para o desempenho das funções do médico, do enfermeiro, do bioquímico, do dentista, o projeto aprovado diz que o profissional de saúde não pode ter e nem sair da rua com nenhuma vestimenta especial, isso significa que a roupa branca do profissional, ele não pode ir para a rua com ela, então olha o transtorno que isso vai causar nos hospitais, por exemplo, o São João de Deus, duas mil enfermeiras possuem a roupa branca, elas vão trocar de roupa onde? Os postos de saúde, os médicos que habitualmente usam roupas brancas, onde eles trocarão de roupa? Eu chamei um epidemiologista aqui, que controla a infecção hospitalar de todos os hospitais. Ele veio aqui e debateu numa sessão que teve a ausência da grande maioria dos vereadores, que o fator contaminante são as mãos e não a roupa do profissional. O médico usa branco e sabe quando ele tem contato com o paciente contaminado,  ele utiliza roupa e equipamentes especializados que deixa no hospital, então, não justifica, nós não temos o direito de fazer com que os profissionais de saúde tenham que trocar de roupa antes de sair do hospital e de sair das suas clínicas”, esclareceu.
A parlamentar ainda acrescenta que esse projeto não deveria ter sido aprovado. “Essa proposta não deveria ter sido aprovada, espero que não vire uma lei porque como diz o vereador Beto Machado porque os profissionais não estão aqui? Porque eles trabalham. A sessão da Câmara é duas horas da tarde, então, os profissionais todos estão trabalhando em função de saúde que não pode ser deixada para ficar no plenário”, relatou.
Dos 5 projetos colocados em pauta e que foram votados, 4 foram por unanimidade e o referente a proibição dos profissionais da saúde usarem vestimentas fora do trabalho apresentou 8 votos favoráveis e 3 contra.
 

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