segunda-feira, 6 de Agosto de 2012 15:25h Gazeta do Oeste

PT e Dilma fizeram 'invasão ilegítima' em BH, diz presidente do PSDB

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT e a presidenta Dilma Rousseff de terem feito "uma invasão ilegítima em Minas Gerais", ao lançarem o ex-ministro Patrus Ananias para a prefeitura e terem obrigado o presidente do PSD, Gilberto Kassab , a intervir no partido para apoiar o petista.

 

Para o tucano, a ação de Dilma deu importância nacional à eleição na capital mineira. O adversário de Patrus é o prefeito Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo senador Aécio Neves , potencial candidato a presidente pelo PSDB em 2014. "Aécio lidera a campanha contra o mundo do PT e os invasores", diz Guerra.

 

 

De acordo com Guerra, a eleição em São Paulo é importantíssima pelo peso do PSDB, pelo peso do PT, "pelo tamanho de São Paulo, pela relevância de José Serra." "Mas Belo Horizonte ganha importância similar. O PT e a presidenta Dilma fizeram uma invasão ilegítima em Minas, com o grupo que os acompanha. Isto demonstra o caráter autoritário e antidemocrático desse grupo. O PSD está no meio disso e vai se dar mal."

 

"O PSD está com Serra em São Paulo, mas interveio em BH para se afastar do senador Aécio Neves e se aliar ao PT. O PSD está com Serra ou com Dilma?", questiona o deputado.

 

 

Segundo ele, "nos últimos 40 dias, o PT descobriu o naufrágio do partido nas eleições municipais. Como só liderava em Goiânia, o senador e ex-governador do Piauí Wellington Dias foi empurrado para ser candidato em Teresina.

 

Do mesmo modo, o Humberto Costa, que é um senador reconhecidamente importante, foi levado a ser candidato na marra em Recife. Em BH é mais grave. O conjunto das forças que estão em torno do PT e que incorpora o PSD invadiu Minas."

 

 

Guerra também afirmou que o PSDB avalia que Dilma não está fazendo um bom governo. "Ela está bem com a opinião pública, com esse negócio de discurso moralista. Mas a economia está piorando a cada dia. Já não é mais impressão, é realidade. Está com um "PIBinho", sem dinheiro para pagar contas. A arrecadação está caindo e as empresas estão sem querer ajudar nas campanhas." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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