segunda-feira, 24 de Agosto de 2015 09:52h Atualizado em 24 de Agosto de 2015 às 09:53h.

Quinze prefeitos se reúnem em Divinópolis para explicar paralisação

O Prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, acompanhado de outros 14 Chefes do Executivo do Centro-Oeste

O Prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, acompanhado de outros 14 Chefes do Executivo do Centro-Oeste, participou na sede Associação dos Municípios do Vale do Itapecerica (Amvi), do movimento “Crise nos municípios: prefeituras de Minas param por você”, apoiado pela Associação Mineira de Municípios (AMM), iniciado nesta segunda-feira (24/08) com adesão de 450 prefeituras de todo o Estado. De acordo com a AMM, a paralisação é para pressionar os governos federal e estadual para o cumprimento das responsabilidades com os municípios, muitas delas estão sendo transferidas sem o devido aporte o que causa, ainda mais, estrangulamento aos cofres municipais.

 

Vladimir Azevedo ressaltou que o movimento é para mostrar a insatisfação dos prefeitos e ao mesmo tempo fortalecer os municípios e também os moradores de cada uma das cidades que aderiram a paralisação.  “Vivemos uma lógica de centralização de recursos e descentralização de custeio do município isso não se sustenta. Essa equação saturou e por isso nós damos esse grito. A AMM criou esse manifesto e cada micro região definiu como participar e os prefeitos do Centro-Oeste definiram de forma unânime aderir ao movimento e dar clareza a nossa sociedade. Todo nosso movimento é para fortalecer os nossos municípios, conseqüente fortalecendo as pessoas que moram na cidade que depende de serviços básicos”, destacou.

 

O prefeito de Iguatama e presidente da Amvi, Leonardo Carvalho Muniz, destacou o movimento como histórico e que as prefeituras estão em situação de desespero.

“É um momento histórico na administração pública. Chegamos numa situação desesperadora e parar as prefeituras para mostrar o governo federal, estadual e até para a população todo o sofrimento da administração pública não só uma cidade ou de outra, mas em todos os municípios do Brasil atravessa. Essa conta não é de agora é de longa data e agora a situação é desesperadora. Várias prefeituras fazendo demissões, cortes em serviços públicos e fazendo vários tipos de economias, mesmo assim estamos com dificuldades de fechar suas contas no final do ano”, explicou.

Para explicar aos cidadãos quais os motivos da mobilização e expor a difícil situação enfrentada pelas prefeituras, a AMM elaborou materiais informativos com as principais reivindicações dos municípios. Cartilhas e panfletos foram enviados a todas as prefeituras e microrregionais do Estado para que possam disseminar as informações para a população.

Entre as reivindicações estão a recuperação do Fundo de Participação de Municípios (FPM), a redistribuição da arrecadação de impostos, definição dos repasses pendentes dos convênios entre a União, estados e municípios e revisão do Pacto Federativo.

Para demonstrar o porquê a população tem sentido os reflexos da crise vivida dos municípios, a AMM esclarece a relação direta entre os repasses federais e estaduais e a aplicação destes recursos na saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico para geração de emprego. A cartilha explica, passo a passo, todos os pleitos municipalistas do movimento.

 

“Um exemplo é o recolhimento de impostos. De cada R$100 recolhidos em tributos, apenas R$18 ficam nos cofres municipais, enquanto para a União são destinados R$56 e para o Estado, R$26. Os números, por si só, demonstram a enorme concentração de recursos no governo federal e a grande dificuldade dos prefeitos em administrarem a pequena receita frente às inúmeras obrigações”, comentou o presidente da AMM e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio.


Além do prefeito de Divinópolis e de Iguatama,  participaram Joel Pinto Martins (Nova Serrana), José Rodrigues Barroso Araújo (Cláudio), José Claret Pimenta (Carmo do Cajuru), Almir Resende Júnior (Carmo da Mata),  Sônia Maria Batista Couto (Araujos), Dorival Faria Barros (São Sebastião do Oeste) , José da Silva Leão (Córrego Fundo) e Cláudio Gonçalves Coelho (Pedra do Indaiá), Fernando Cabral (Bom Despacho), Marcilio Valadares (Pitangui), Geraldo Antônio da Silva (Carmópolis de Minas), Salatiel Alvim Lobato (Oliveira).
 

Créditos: Pablo Santos

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