sexta-feira, 26 de Outubro de 2012 04:19h Gazeta do Oeste

Receitas da PBH sofrem baixa

Segundo o secretário municipal adjunto de Orçamento, Thiago Grego, os principais motivos para a defasagem foram as operações de crédito, na sua maioria, empréstimos e financiamentos, que não se concretizaram.

A suspensão de novos contratos e aditivos para a realização de obras pela Prefeitura de Belo Horizonte revela os problemas da administração municipal na arrecadação de recursos para cumprir com as previsões da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012. Cerca de 78% da verba prevista para garantir esse tipo de investimento na cidade ainda não chegou aos cofres públicos.

 

De acordo com o último balanço divulgado pelo Executivo, a rubrica "receita de capital" - que abrange a verba negociada para uma finalidade específica, como intervenções para a contenção de enchentes e outras obras - arrecadou, até o fim do mês de agosto, apenas 21,86% do total previsto no Orçamento para 2012, que é de R$ 1.812.737.485.

 

Segundo o secretário municipal adjunto de Orçamento, Thiago Grego, os principais motivos para a defasagem foram as operações de crédito, na sua maioria, empréstimos e financiamentos, que não se concretizaram. "Tínhamos previsto operações de crédito que não se realizaram, como a do Drenurbs (Programa de Recuperação Ambiental) da Pampulha. Por outro lado, algumas se concretizaram no segundo trimestre de 2012, e as medições passam a acontecer posteriormente", justificou.

 

Grego também ressaltou que alguns dos financiamentos obtidos pela administração municipal só constarão como receita no próximo levantamento. "No caso das obras financiadas pela Caixa Econômica Federal, os empenhos e pagamentos ocorrem depois das medições. Estimamos que, no fim do ano, as operações de crédito atinjam cerca de R$ 600 milhões", afirmou.

 

Outras áreas que compõem a "receita de capital" também estão aquém do previsto. A alienação de bens, que inclui principalmente a venda de imóveis públicos, só teve, até agora, 6,17% do valor total estimado arrecadado. "Tínhamos a previsão de vendas dos lotes, mas o processo ainda está em discussão na Câmara", explicou Grego. As transferências de capital, que são previsões de convênios que estão com as negociações em andamento, não ultrapassam os 21% .

 

 

 

 

 

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