terça-feira, 24 de Setembro de 2013 05:41h Carla Mariela

Representante do Sintram pronuncia sobre irregularidades na secretaria de Saúde de Divinópolis

Dentre as irregularidades que chegaram ao sindicato estão: a falta de segurança que alguns servidores afirmam está passando na UPA Central (Pronto Socorro) referente ao policiamento e também sobre a não distribuição por meio dos responsáveis pelo PSF (Pro

A diretora de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Ivanete Ferreira, relatou sobre a falta de segurança que alguns servidores afirmam estar passando na UPA Central (Pronto Socorro) referente ao policiamento e também sobre a não distribuição por meio dos responsáveis pelo PSF (Programa de Saúde da Família) do protetor solar para os agentes comunitários de saúde que atuam nas ruas.

Os profissionais estão reclamando que, como porta de entrada para as urgências e emergências, a unidade é responsável pelo atendimento de todos os casos decorrentes de delitos ligados à violência. Este fato acarreta frequentes situações de risco e a unidade não dispõe de nenhum recurso que garanta a integridade dos servidores e dos usuários que procuram atendimento.

Conforme assessoria do sindicato, o servidor na UPA, Alberto Gigante, abordou que a imprensa nacional já divulgou inúmeras situações em que a falta de segurança nas unidades de saúde chegaram ao extremo de expor os presentes a risco de morte com desfechos fatais. Esta realidade não é exclusiva de Divinópolis e está muito ligada aos casos de uso e comércio de drogas. De acordo com Gigante, antes a situação era contornada pelo sistema de controle na portaria, porém a atual administração resolveu retirar as grades de proteção, sob o argumento de que elas dificultavam o acesso dos usuários. Para ele, o tempo mostrou que esta foi uma atitude incorreta e nada foi feito para corrigir essa situação.

 

A diretora de comunicação, Ivanete Ferreira, destacou que um ofício quanto à esta falta de segurança na unidade já foi encaminhado para a secretaria de Saúde, porque o sindicato sabe da quantidade, infelizmente, de usuários de drogas que ficam próximo ao Pronto Socorro e que realmente, conforme Ivanete Ferreira, gera ameaça. “O pronto socorro atende às vezes pessoas que são agredidas, estas normalmente o são por traficantes, por causa de drogas, acerto de contas. Uma pessoa dessa internada em um Pronto Socorro para receber atendimento, é um risco para o pessoal do local, sem contar com os usuários de drogas que ficam perto da unidade”, ressaltou.

 

Em entrevista, a diretora do Pronto Socorro (urgência e emergência), Cristiane Silva Joaquim, abordou que a direção marcou uma reunião com o comandante da Polícia Militar para acertar os problemas. “Nós lidamos às vezes com pessoas agressivas, e que chegam até baleadas procurando ajuda na unidade. O que nós estamos tentando é viabilizar a permanência do policial na unidade. Assim que houver um posicionamento do comandante, a direção vai se reunir com o Sintram”, informou.

 

 

Quanto às irregularidades sobre a não distribuição, por meio dos responsáveis pelo PSF (Programa de saúde da família), do protetor solar para os agentes comunitários de saúde, Ivanete Ferreira, explicou que recebeu esta notícia de um agente comunitário. Ele disse que desde o início do ano o pessoal está trabalhando nas ruas, fazendo as visitas auxiliares, sem o protetor. A diretora de comunicação do sindicato, afirmou que o agente ainda acrescentou que este é um material de primeira necessidade para a proteção de câncer de pele, e já que ele, junto com demais agentes fazem campanhas na secretaria para que a população previna; como agente tem que dar o exemplo também. “Nós do Sintram procuramos saber se a denúncia procedia, procuramos outros agentes comunitários, ligamos depois para a secretaria e foi nos garantido que a compra deste material já foi feita e que eles vão normalizar até o final desse mês. Nós estamos dando esse prazo, vamos esperar e observar se realmente foi normalizado, caso não seja, aí sim vamos tomar as atitudes cabíveis”, acrescentou.


   
O secretário municipal de Saúde, Dárcio Abud, foi procurado pela reportagem, mas segundo a assessoria da prefeitura, ele participou de várias reuniões ontem, e por isso não pode nos atender.

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