terça-feira, 22 de Outubro de 2013 04:11h Carla Mariela

Restaurante Popular

O tema era o reajuste no preço das refeições do Restaurante Popular. Convite entregue as autoridade e imprensa afirmava se tratar de uma Audiência Pública, mas se transformou em ato público encabeçado pelo PT. O representante do executivo, o secretário de

Em anúncio durante uma coletiva de imprensa, o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB), afirmou que as refeições do restaurante popular da cidade passariam por um reajuste. A refeição que custava R$ 2 foi para R$ 5 e a marmitex, que era R$ 2,50, subiu para R$ 5,50. Por um pedido do diretório municipal do Partido dos trabalhadores (PT) de Divinópolis, o vereador Edimilson Andrade (PT), solicitou um ato público para debater o tema. Este encontro ocorreu ontem, na câmara, às 14h.

 


De acordo com Edimilson Andrade, a ideia principal seria discutir com o Poder Executivo a melhor maneira de reverter esse quadro de aumento, porém o representante da administração municipal, o secretário de desenvolvimento social, Paulo dos Prazeres, foi embora antes que a discussão iniciasse, após saber que se tratava de um ato público e não uma audiência pública.

 


Para Andrade, o seu temor maior é que o restaurante feche. “O meu medo é que o local feche, porque no mês de fevereiro vence o contrato com a empresa que presta serviço, o meu medo é que não apareça mais empresa para a realização da prestação de serviço para o restaurante”, afirmou.

 


Antes do início do encontro, o secretário de desenvolvimento social, Paulo Sérgio dos Prazeres, até explicou que o debate era de fundamental importância, do ponto de vista da democracia que se consolida no Brasil, do ponto de vista dos espaços públicos, da possibilidade das pessoas falarem e também do Poder Executivo demonstrar as suas posições. “Nós vamos trabalhar, sabemos que há uma queda de demanda, essa ação já houve há dois anos quando ele subiu de R$1 a R$2, há uma queda num primeiro momento, mas as pessoas depois reconhecem que o valor é baixo, que ele continua baixo e que a qualidade do restaurante é importante”, abordou.

 


O participante, Manoel Messias, que também fez o uso da palavra, disse que a concepção dos restaurantes populares é de: alimentação cuidada, nutricional, sustentável para que seja acessível. Segundo ele, o acesso é público, tem que ser para todos.

 


O vereador Anderson Saleme (PR) frisou durante discurso que o restaurante popular é um instrumento de grande abrangência social. “Nós somos clientes, acredito na qualidade, acredito na sua função social. Mas, esse valor de R$5 está acima das condições das pessoas. Sou contra esse aumento e quero junto com os outros parlamentares defender os interesses da população. Uma proposta imediata é que esse valor volte para R$2. Entendo que R$2 é um preço bom e não é necessário este aumento. Eu entendo que o governo precisa trabalhar pelo social, é possível manter um preço razoável que todos possam pagar”, assegurou.

 


O membro do PT, Manoel Cordeiro, relembrou que anteriormente a esse aumento de R$5 já houve um outro aumento que para ele, foi absurdo, inconcebível, que na ocasião a população também foi as ruas e até recorreram ao Ministério Público quando a administração atual passou de R$1 para R$2. 
A presidente do Conselho de Segurança Alimentar, Isa Mara Camargos, também estava no ato público e ressaltou que realmente este reajuste foi um impacto muito grande porque o conselho não foi consultado sobre esse aumento. “O restaurante popular é um equipamento de segurança alimentar e ele tem como princípio fundamental; a presunção de refeições saudáveis com alto valor nutricional. Eu convido todos para participarem das reuniões que acontecem todas as segundas-feiras, as 8h30 da manhã no conselho para entender o trabalho que é realizado”, completou.

 


O vereador Adair Otaviano (PMDB) e José Wilson Piriquito (SDD) e Marquinho Clementino (PROS) também estavam presentes. Após os pronunciamentos dos membros do PT e alguns vereadores, a palavra foi passada para a população que demonstraram não concordar também com o aumento.

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