sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014 05:29h Carla Mariela

Reunião é realizada com participação da AMM para definição de calendário do movimento municipalista

Superintendente geral da AMM representa associação no 1º encontro do ano para tratar de ações do calendário de mobilização nacional

O superintendente geral da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e também vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Ângelo Roncalli, pronunciou ontem pela manhã, sobre o 1º encontro do ano para tratar acerca de ações que estarão inseridas no calendário de mobilização nacional. Esta reunião ocorreu recentemente em Maceió, no Estado do Alagoas.
De acordo com Roncalli, o objetivo do evento foi reunir todos os presidentes de entidades estaduais e da diretoria da CNM, do Conselho político da ação nacional dos municípios, para a definição de como serão as pautas para o movimento municipalista.
O superintendente relatou que ficou acertado oficialmente que vai ocorrer uma grande campanha a nível nacional para mostrar à população a realidade que é a federação atualmente, ou seja, o que se arrecada, uma vez que quando se divide recursos a grande maioria, fica na União. “Este é um discurso muito falado, mas a população não compreende, por isso vamos fazer esta campanha nacional para que o povo compreenda e saiba exatamente o que são obrigações do município”, afirmou.
Além disso, Roncalli enfatizou que haverá uma mobilização de prefeitos, vereadores, no dia 25 de março em Brasília com o intuito de levar reivindicações do movimento municipalista ao Congresso Nacional, ao Governo Federal e também ao Supremo Tribunal Federal.
No primeiro momento, o representante da AMM e da CNM, frisou que a principal intenção é mobilizar o lançamento da campanha neste encontro que terá em Brasília. “Vamos apresentar a pauta ao Congresso, principalmente, em relação ao aumento de 2% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), em relação também a necessidade de aprovar pelo Governo Federal encontro de contas da previdência e ao Supremo Tribunal Federal, o pedido da agilidade porque até hoje não se votou a questão dos royalties do petróleo. Não é nem do pré-sal; é a lei de distribuir. O Espírito Santo e Rio de Janeiro perderam na votação do Congresso. O veto da presidência foi derrubado, mas depois recorreu ao Supremo e até então o Supremo não se manifestou. Vamos solicitar ao Supremo que haja uma jurisdição quanto a esta questão”, assegurou.
Depois destes encontros citados que ocorrerão, haverá outra mobilização que a princípio ocorrerá no dia 11 de abril no qual as prefeituras vão fazer uma paralisação em cada um dos municípios e neste momento mostrará a realidade para a população sobre como é o pacto federativo levando esta mobilização também para Belo Horizonte.

Roncalli declarou que vai acontecer nesse dia 11 de abril praticamente como ocorreu no “Dia do Basta” no final do ano passado, porém será em todos estados e municípios. “Este encontro no mês de abril será mais amplo, uma vez que o dia do basta ocorreu somente em Minas Gerais. O objetivo dessa vez é mostrar aos parlamentares, aos deputados, a população as distorções que existem na federação.
Ao final deste 1º encontro do ano em Maceió ficou decidido, entretanto, que será necessária uma grande campanha nacional demonstrando a dificuldade financeira dos municípios para os cidadãos.
A reunião contou coma presença de mais de 15 entidades estaduais dos estados de Rondônia, Piauí, Pará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso, além de representantes de associações microrregionais.
Roncalli encerrou a entrevista convidando as pessoas também a participarem da marcha em Brasília que ocorrerá de 12 a 15 de maio deste ano, este que será o último movimento antes das eleições.
 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.