quarta-feira, 9 de Novembro de 2011 09:41h Flávia Brandão

Reunião é suspensa, após troca de farpas

A reunião ordinária da Câmara Municipal de Divinópolis foi palco ontem de bate boca e troca de farpas entre os edis. O fato motivador do embate foi a avaliação do presidente Pastor Paulo César (PRB) acerca dos discursos dos vereadores

A Câmara Municipal de Divinópolis foi palco, ontem (9), de bate boca e troca de farpas entre os vereadores durante reunião ordinária. O fato foi ocasionado por uma declaração do presidente Pastor Paulo César (PRB), que avaliou os discursos dos edis alegando que os mesmos - com exceção de Milton Donizete (PRTB) - não se ativeram a assuntos de interesse do município. A colocação do presidente foi rebatida pelos edis Anderson Saleme (PR), Beto Machado (PSDB) e Heloísa Cerri (PV) e endossada por Rodyson do Zé Milton (PSDB). Paulo César corrigiu a colocação dizendo que generalizou, no entanto a polêmica não cessou e como saída o presidente suspendeu a reunião e durante mais de uma hora um caloroso debate foi travado no plenarinho da Casa.


Apesar do debate acontecer a portas fechadas foi possível constatar pela imprensa presente que os ânimos estavam exaltados, tanto é que gritos transpassaram as portas do plenarinho chamando atenção dos profissionais da comunicação presentes no espaço imprensa da Casa, que fica ao lado do plenarinho. Em certo momento, o vereador Geraldinho da Saúde (PR) inclusive saiu à porta e com expressão afobada disse: “mantenha essa porta fechada”. Questionado sobre a reação e os assuntos tratados na reunião, o edil preferiu não entrar em detalhes e disse somente que fez o pedido porque estavam tratando de questões internas e administrativas da Casa.


Os trabalhos no plenário foram retomados após uma pausa mais de uma hora e o único projeto presente na pauta foi sobrestado por 60 dias a pedido do vereador Edmar Rodrigues (PSD).  O presidente não deu explicações após retornar a reunião. Procurado pela reportagem do Gazeta do Oeste,  Pastor Paulo César considera que não houve prejuízo dos trabalhos, alegando que em uma Casa Legislativa é comum existir “divergências” e o intuito do debate no plenarinho foi alinhar essas divergências para que os vereadores possam continuar trabalhando de uma forma efetiva como está sendo feito até agora. “Essa reunião foi para tratar de vários assuntos com relação a exercício do parlamento”, disse.


Questionado pela reportagem se ele foi infeliz na colocação, uma vez que três vereadores pediram “questão de ordem” e defenderam seus pronunciamentos dizendo que focaram sim questões de interesse da população, Paulo César disse que não considera que a colocação foi infeliz, visto que já essa recomendação aos seus pares na reunião passada. “Eu generalizei na minha fala e na seguinte retifiquei onde generalizei e não fui objetivo. Com certeza quando generalizo falo de uma forma mais subjetiva e com minha retífica reconheci que em alguns pronunciamentos e momentos foram sim colocadas algumas questões, mas a tônica da discussão não foram assuntos - chamo atenção mais uma vez - até o momento relevantes para o município”, declarou.  O presidente disse que retificou porque alguns vereadores falaram sim de alguns feitos e situações importantes e ressaltou que os vereadores devem estar atentos para a demanda da população.


Questionado se a colocação para os vereadores se aterem a assuntos mais importantes ao município se foi baseada no Regimento Interno, o presidente alegou que “não”, mas sim no fato do regimento cobrar de todos os vereadores inclusive da presidência, que é a priorização o trabalho parlamentar.

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